A Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (o Unops) finalizaram termos de cooperação com a UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) para a construção da UMC (a Unidade da Mulher e da Criança), em Dourados. O novo local, vinculado ao HU (Hospital Universitário) da UFGD), atenderá mais de 800 mil habitantes, suprindo uma demanda local de benefícios à saúde feminina e infantil. Além disso, a unidade vai hospedar um centro de pesquisa, ensino e formação de novos médicos.
Nesta primeira etapa, de acordo com a assessoria do HU, serão elaborados projetos estruturais com previsão de término no final do ano. Ao se finalizarem os estudos, ocorrerão as próximas etapas: licitação e construção da unidade. Para a elaboração dos projetos, a Unops contará com R$ 1,1 milhão provenientes do Rehuf (Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais), gerido pela Ebserh, estatal vinculada ao Ministério da Educação.
A presidente em exercício da Ebserh, Jeanne Michel, ressaltou a importância da cooperação para o projeto, que estabelece um planejamento sólido para a construção da unidade. "A população precisa de um atendimento adequado e não tínhamos um projeto pronto na mão. Essa iniciativa, com uma instituição especializada, traz garantia de qualidade e, ainda, uma consultoria para o acompanhamento posterior da obra", disse.
A mesma ideia é compartilhada pelo diretor de Administração e Infraestrutura da Ebserh, Garibaldi Albuquerque. Para ele, o essencial é ter conhecimento do assunto e respeitar as características próprias de uma unidade universitária de assistência, pesquisa e ensino. "A Unops tem vasta experiência na elaboração de projetos, já tendo participado da construção de hospitais em outros lugares. A gente acredita que, com o projeto consistente, podemos fazer uma boa licitação e entregar um local de qualidade aos estudantes e à população", comentou.
A gerente de Programa da Unops, Suelma Rosa, explicou que a instituição das Nações Unidas tem dado atenção especial para o setor de infraestrutura de saúde na América Latina, com diversos projetos e obras realizadas. No caso do projeto da Unidade da Mulher e da Criança, o primeiro passo será avaliar as necessidades da comunidade, tendo atenção com espaços de assistência e também de ensino.
Ampliação de vagas
Para o reitor da UFGD, Damião Duque de Farias, a iniciativa suprirá a falta de espaço físico do HU, possibilitando até mesmo a ampliação de vagas no curso de Medicina. "A linha materno-infantil é a principal linha do hospital, tornando esse investimento estratégico. A decisão resolverá a falta de espaço físico para o setor e permitirá uma reorganização completa e até uma possível expansão de vagas em Medicina", ressaltou.