Mato Grosso do Sul vai perder metade dos recursos esperados das emendas parlamentares, o que pode agravar os problemas do atendimento em saúde no Estado. A informação foi dada pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), durante coletiva de imprensa realizada na tarde desta quinta-feira (28), na capital do Estado.
O governador explicou que o Estado esperava aporte no valor de R$ 160 milhões, mas depois dos cortes orçamentários anunciados pela presidente Dilma Rousseff (PT), esse valor caiu para cerca de R$ 70 milhões. “Esse corte vai diminuir fontes de investimentos, repasse de custeio e a população não deixa de ter problemas. Vários projetos seriam realizados com esse recurso, vamos ter que refazer todo o planejamento”, declarou Azambuja.
Segundo ele, existe uma preocupação em relação a esses cortes que têm impactos negativos na economia do Estado. Para evitar prejuízos, Azambuja afirmou que vai adotar uma postura de privilegiar os projetos que são “prioridade”, especialmente os da área da saúde.
MS está na lista dos estados com menor percentual de recursos de emendas parlamentares, perdendo apenas para o Pará e Santa Catarina. Conforme levantamento realizado pela CNM (Confederação Nacional de Municípios), Mato Grosso do Sul aparece com apenas 1,5% de emendas do total nacional.