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CPI das Próteses cobra resultado de ações do Ministério da Saúde

29 de maio 2015 - 19h45 Por Redação Douranews
CPI das Próteses cobra resultado de ações do Ministério da Saúde

O presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Máfia das Próteses, Órteses e Materiais Especiais, o deputado Geraldo Resende (PMDB – MS) esteve com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, na noite desta quinta-feira (28), acompanhado pelo relator da Comissão, André Fufuca (PEN-MA), e pelo sub-relator, Odorico Monteiro (PT-CE).

Durante o encontro, foi solicitada agilidade por parte do Ministério da Saúde na entrega do resultado dos trabalhos realizados pela pasta, que também investiga a existência dessa máfia. A CPI iniciou a investigação em março, após uma reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo, exibida no dia 4 de janeiro, revelar o esquema de corrupção que funcionava em hospitais públicos e particulares.

Segundo o ministro da Saúde, o Grupo de Trabalho fará todos os esforços para entregar os resultados das investigações até o próximo dia 26. “As informações do Ministério da Saúde serão muito importantes para colaborar com os trabalhos da CPI de modo a buscarmos punição para os envolvidos, bem como um marco regulatório para o mercado de órteses, próteses e materiais especiais”, explicou Resende.

Na audiência da Comissão, que aconteceu na quinta-feira pela manhã, foram requeridas a convocação do diretor administrativo e financeiro do Hospital Agnus Dei, Carlos Holtz, e as notas fiscais de venda, importação, compra e vendas de órteses, próteses e materiais especiais do hospital; a relação de pedidos de liminares realizados na Bahia e em Sergipe.

Também foram requeridas a convocação dos administradores da empresa Strehl, Fernando Strehl e Felipe Strehl; oitiva em Porto Alegre para ouvir vítimas que estariam sendo ameaçadas; a quebra de sigilo fiscal e telefônico do médico Fernando Sanchis, suspeito de fazer parte da máfia; a convocação dos responsáveis pelas empresas Pro Hospital e Intelimed, as notas fiscais de vendas  e a quebra de sigilo fiscal, bancário e telefônico dessas empresas.