A audiência desta terça-feira (9) da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Máfia das Próteses e Órteses, presidida pelo deputado Geraldo Resende (PMDB/MS), ouvirá o médico Alberto Kaemmerer, que trabalhou no Hospital Mãe de Deus de Porto Alegre/RS. O médico afirma ter importantes informações para colaborar com as investigações, além de provas que comprovam as denúncias feitas em janeiro, durante o programa ‘Fantástico’, da TV Globo, que levantou o esquema para todo o País.
Também será ouvido Alceu Alves da Silva, diretor do Hospital Mãe de Deus, acusado de participar do esquema de corrupção que funcionava no local. A possibilidade de confrontar esse depoimento com o de Kaemmer poderá apontar uma nova etapa de investigações na CPI.
Outro importante depoimento será de Cláudia Scapim, diretora da Abraid (a Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Implantes). Há indícios de que ela teria organizado uma reunião com representantes denunciados após a diretora financeira da Totalmedic, Debora Pereira, comparecer a CPI e denunciar a cobrança de propinas por hospitais. Segundo Débora, as instituições de saúde cobravam 20% do valor para adquirir determinado produto e cirurgiões cobravam 30% para utilizá-los. Cláudia deverá esclarecer o assunto tratado na reunião.
Vai depor ainda a diretora do Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde), Adelina Maria Melo Feijão, que, entre outros temas, falará sobre a prisão de oito pessoas na terça-feira (2) passada, suspeitas de envolvimento na máfia das próteses e órteses em Minas Gerais, segundo a operação da Polícia Federal chamada “Desiderato”.
Na quarta (10), a CPI contará com os depoimentos dos investigados Luis Souza Fidélix, diretor financeiro da Intelimed; Miguel Skin, sócio-gerente da Oscar Skin; Fernando Strehl, administrador da Strehl; e Hosé Paulo Wincheski, sócio gerente da IOL Implantes.