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Saúde

Entenda relações e diferenças entre tontura e labirintite

23 de julho 2015 - 18h54 Por Dra. Samanta Dall´Agnese
Entenda relações e diferenças entre tontura e labirintite

Antes de falar sobre a labirintite, vamos entender por que temos tontura. O equilíbrio do nosso organismo é dado por alguns órgãos que captam informações sobre a posição corporal e enviam ao cérebro, responsável por processá-las. Dentre eles, o labirinto tem uma participação muito importante, pois é o órgão que detecta a posição da nossa cabeça em relação ao restante do organismo. Dados visuais do ambiente ao nosso redor e informações obtidas por receptores espalhados pelo corpo, como os existentes nas plantas dos pés, também são integrados no cérebro, com o objetivo final de se obter o equilíbrio corporal.

Quando alguma destas vias não consegue processar as informações corretamente ou em tempo hábil, o cérebro não recebe sinais importantes sobre a nossa posição e os movimentos que estamos executando. O problema também pode estar no próprio cérebro, que não processa adequadamente os dados, como no caso de acidente vascular cerebral (AVC), por exemplo. Embora a maioria dos casos de tontura sejam ocasionados por distúrbios do labirinto (labirintopatias), vemos que não são sinônimos, pois outras doenças também podem ter a tontura como sintoma.

A labirintite é uma infecção do ouvido interno que é extremamente rara hoje em dia. É um caso grave, que pode ser associado à meningite. O nome ficou consagrado como sinônimo de disfunção do labirinto, mas é equivocado. Quando se fala em crise de labirintite, que é um quadro intenso, em geral se trata de um caso de neurite vestibular.

A neurite é uma inflamação do nervo vestibular, o responsável por controlar o labirinto. São quadros de tontura importante, com náusea, vômitos e muito mal-estar, que costumam levar o paciente a procurar um serviço de urgência. Felizmente, é a minoria dos casos de tontura.