A médica Mariana Trinidad Ribeiro da Costa Garcia Croda foi nomeada nova superintendente do HU (Hospital Universitário) da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), conforme portaria publicada na edição desta sexta-feira (24) do Diário Oficial da União. A indicação do nome da médica infectologista para o cargo foi aprovada em reunião do Conselho Universitário da UFGD, no dia 15 de julho.
Após a indicação, feita pela reitora da Universidade, professora Liane Maria Calarge, o nome da médica e seus dados curriculares foram encaminhados a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que os avaliou e decidiu pela nomeação da candidata.
A nova superintendente será a segunda dirigente do hospital desde que a UFGD assumiu a gestão, em 2009. Seu antecessor, professor Wedson Desidério Fernandes, esteve à frente da instituição por seis anos e meio, período em que, entre outras conquistas, o HU fez adesão à Ebserh, empresa pública vinculada ao Ministério da Educação que foi criada para administrar hospitais universitários em todo o Brasil.
Configurado como o maior hospital da região a atender integralmente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), o HU é, hoje, referência para 35 municípios da macrorregião, que alcança um raio de 800 mil habitantes, dentre os quais está inserido grande contingente de pacientes indígenas. Além disso, a instituição é a única unidade de saúde da região a realizar partos pela rede pública.
Histórico
Mariana tem 36 anos, é médica infectologista e desde 2009 trabalha no HU da UFGD. Nascida em Cuiabá, a profissional é formada em Medicina pela Unic (Universidade de Cuiabá) e realizou residência médica em Infectologia no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. Já em Dourados, alcançou, em 2011, o título de mestre em Ciências da Saúde pela UFGD, pesquisando a "Avaliação da tuberculose em populações etnicamente distintas no município de Dourados".
Antes da nomeação, Mariana atuava no hospital como chefe do Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente, onde presidia o Núcleo de Segurança. Também era presidente da CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar) do HU e, por dois anos, trabalhou como diretora clínica no Hospital Indígena Porta da Esperança, mais conhecido como Hospital da Missão Caiuá, o único hospital indígena do Brasil, localizado em Dourados. A médica coordena, ainda, a residência em Clínica Médica do HU.