A Justiça aceitou duas denúncias criminais apresentadas pelo NCC (Núcleo de Combate à Corrupção) do MPF (Ministério Público Federal) em Mato Grosso do Sul contra oito envolvidos em irregularidades praticadas no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, investigadas na Operação Sangue Frio da PF (Polícia Federal). A partir de agora, os acusados são réus nas ações penais ajuizadas pelo MPF e devem se defender em juízo.
O ex-diretor geral do Hospital Universitário/UFMS, José Carlos Dorsa Vieira Pontes, consta como réu nas duas ações. Ele é acusado dos crimes de falsificação de documento particular, uso de documento falso, peculato (quando servidor público se apropria de valores ilegais), formação de quadrilha e fraude em licitação. Para o MPF, José Carlos era um dos principais articuladores da quadrilha. Os outros réus são servidores públicos, empresários e funcionários de empresas particulares.
O MPF também ajuizou duas ações de improbidade, buscando a responsabilização pelas irregularidades e o ressarcimento do prejuízo causado aos cofres públicos, no valor de R$ R$ 2.311.081,89. O Ministério Público não divulgou os nomes dos demais envolvidos.