Desenganado pelos médicos e pediatras logo ao nascer, o pequeno Iran Assunção Anderson Martins vem superando as dificuldades e barreiras que aparecem pelo caminho e mostrando que é um menino especial. A força e persistência dele tem explicação: vem da família, da mãe Lene Assunção Anderson que não desiste do filho e nem aceita os “nãos” que a vida impõe como verdade absoluta.
A história de Lene Assunção e do Iran, de apenas três meses, e já um guerreiro pela vida, é narrada, de modo não menos especial, pela jornalista Karina Veríssimo, no portal eletrônico da rádio FM94. A mãe do garoto é policial aposentada [teve que se desligar do trabalho para cuidar do filho] e se dedica integralmente ao menino Iran, que tem paralisia cerebral e desenvolveu autismo.
Para ajudar:
Quem quiser ajudar Iran, pode depositar no Banco do Brasil qualquer valor na conta em nome de Lene Assunção Anderson. Agência 391-3 / Conta 79095-8. Já quem quiser conhecer a família e mais detalhes, pode visita-los na Rua Prudêncio Campos Leite Filho, 195, no conjunto Cohab 2, em Dourados.
“Quando o obstetra tirou Iran no parto, ele disse que meu filho estava morto. Pedi ao médico [Mário Pissinini] que não desistisse do meu pequeno, e ele assim o fez. Ele reanimou o Iran e o salvou”, relatou a mãe. Mas, as complicações que um bebê prematuro poderia ter, Iran teve todas, logo em seguida. Os ossos cranianos não se desenvolveram, não acompanharam o desenvolvimento do cérebro.
Aí, entrou em cena o neurocirurgião de Dourados, Adolfo Teixeira, que se compadeceu com a história e operou Iran sem cobrar os honorários. De acordo com Lene, quando ele viu o desespero dela ao tentar salvar o filho, ele disse: “Não sou Deus para saber e nem escolher o destino de seu filho, mas vou tentar te ajudar”. Isso foi primordial para aumentar a qualidade de vida do menino e manter acesa a chama da vida, mesmo quando todos achavam que ele iria viver em estado vegetativo, ou que morreria logo.
“A nossa luta não tem fim e não vamos desistir, se existe uma esperança, vou atrás dela”, relatou Lene. E com esta persistência, ela entrou em contato com o único hospital no mundo que pode realizar o tratamento de Iran com células tronco, para fazer o menino ganhar maior autonomia. O hospital fica em Bangkok, para onde já foram enviadas as amostras de sangue junto com todos os exames da criança.
Só que o tratamento não é barato, são necessários R$ 160 mil para que a família possa ir à Tailândia em busca da cura. “No Brasil só há o tratamento dos sintomas das doenças e não uma cura efetiva. Não posso me conformar em ver meu filho desta forma. É meu filho e amor maior não há”, falou Lene, emocionada.

Para ajudar:
Quem quiser ajudar Iran, pode depositar no Banco do Brasil qualquer valor na conta em nome de Lene Assunção Anderson. Agência 391-3 / Conta 79095-8. Já quem quiser conhecer a família e mais detalhes, pode visita-los na Rua Prudêncio Campos Leite Filho, 195, no conjunto Cohab 2, em Dourados.
Depois da cirurgia no cérebro, Iran adquiriu movimentos que antes não tinha. Atualmente ele mexe os braços, um pouco as pernas, se alimenta e é uma criança, dentro das limitações, feliz.
Nas redes sociais, os Low Brothers, de Dourados, criaram uma página no Facebook para ajudar o pequeno Iran. Todos estão vendendo rifa para ajudar e realizando coletas, de qualquer valor. Até agora, porém, o grupo só conseguiu R$ 5 mil. Mas, repete a mãe, “não vamos desistir, se existe uma esperança, vou atrás dela”.