Acadêmicos do curso de Medicina da UFGD denunciaram, sexta-feira (7), a suspensão das atividades de estágio dentro do HU (Hospital Universitário) da instituição. “Os alunos não estão contra a greve, mas a suspensão das atividades práticas, que chamamos no curso de Internato, impacta diretamente na quantidade e na qualidade de atendimentos do HU”, relataram os estudantes do 6º. ano do curso, Renato Cazanti e Sabliny Carreiro, ao procurar apoio do deputado federal Geraldo Resende (PMDB).
Após o encontro, o deputado disse que a Universidade precisa assumir a sua responsabilidade nesse sentido. Cerca de 100 alunos dos 5.º e 6.º anos do curso de Medicina atuam em estágios no HU e nos postos de saúde da cidade. No entanto, conforme relataram, desde quarta-feira (5), estão impedidos de exercerem as atividades nas unidades.
“Sem os internos, as equipes do hospital ficam ainda mais sobrecarregadas e isso certamente compromete os cuidados com pacientes e a humanização dos atendimentos”, explicou o acadêmico Renato Cazanti. “Outro prejuízo é em relação à suspensão dos ambulatórios de ensino. No HU temos ambulatórios de assistência e ambulatórios de ensino em várias especialidades médicas que só existem graças à presença dos acadêmicos no setor. Com a saída desses alunos, esses ambulatórios não têm razão de existir”, defende a estudante Sabliny Carreiro, também do 6.º ano do curso.
O HU é considerado um hospital estratégico para Dourados e para toda macrorregião, que compreende 34 municípios. Atualmente, o hospital dispõe de 192 leitos.
Reunião
Nesta segunda-feira (10), os acadêmicos dos 5.º e 6.º anos do curso de Medicina devem solicitar, durante reunião extraordinária do Cepec (Conselho de Ensino Pesquisa, Extensão e Cultura) da UFGD que o Internato seja considerado situação de “exceção” durante o período de greve.
Esta é a segunda vez que o curso de Medicina fará pedido semelhante ao órgão. Na primeira vez, segundo os alunos, o Cepec deliberou desfavoravelmente à manutenção das atividades de estágio no HU. Os acadêmicos fizeram um abaixo-assinado e já recorreram ao MPF (Ministério Público Federal) para resolver a situação. O deputado Geraldo Resende afirma que espera que o “senso de responsabilidade” prevaleça para a decisão do órgão.