Mais de cem pessoas compareceram ao auditório do Centro de Ciências Humanas e Sociais da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) para participar, quinta-feira (11), do primeiro Ciclo de Debates sobre a realidade da Saúde de Campo Grande, promovido pelo Instituto Diálogo.
O dia de debate foi dividido em dois momentos, na manhã os palestrantes Rivaldo Venâncio da Cunha, médico infectologista, diretor do Diálogo e da Fiocruz, falou sobre a realidade da saúde público, já Ricardo Ayache, médico cardiologista, presidente do Diálogo e da Cassems, teve a oportunidade de explanar sobre o cenário da saúde suplementar e o economista, Pedro Pedrossian Neto, falou sobre a demografia médica de Mato Grosso do Sul. A mesa foi coordenada pelo professor José Carlos da Silva, presidente do Sindicato representativo dos professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, a Adufms.
Na parte da tarde os participantes, maioria universitários e profissionais da área de saúde, debateram a realidade da saúde da capital na visão de entidades profissionais. O bate-papo foi com Valdir Siroma, presidente do Sindicato dos Medicos, Vanessa Pradebom, do Conselho Regional de Enfermagem, Fernando Ferrari, diretor secretário do Conselho Regional de Fisioterapia, Dulce Lopes, do Conselho Regional de Nutrição, Francisco Grilo, presidente do Conselho Regional de Odontologia, Maria Helena, do Conselho Regional de Serviço Social, Irma Macário, do Conselho Regional de Psicologia e Adam Adami, diretor secretário geral do Conselho Regional de Farmácia.
De acordo com Ricardo Ayache, presidente do Diálogo, o debate foi extremamente proveitoso e a constatação vai desde a falta de recursos à necessidade da implantação de políticas públicas mais eficazes. “A constatação no geral é que faltam recursos profissionais e estrutura de trabalho como preconizam as legislações, mas falta principalmente vontade política. É possível dizer que com os dois momentos de hoje do nosso Ciclo de Debates nós conseguimos fazer uma radiografia da saúde em Campo Grande e dar o diagnóstico: a situação é séria e complexa. Precisamos de uma grande mobilização dos profissionais, estudiosos, estudantes da área e usuários do sistema para que sejam construídas saídas que atendam a real necessidade da população”, disse.