Dourados ainda não registrou nenhum caso confirmado da doença causada pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Secretaria municipal de Saúde a propósito das notícias que dão conta da existência de 10 casos com crianças nascidas no Município.
De acordo com o gerente do Núcleo, Devanildo de Souza Santos, há realmente 10 casos notificados com oito crianças de mães residentes em Dourados, uma de Ponta Porã e outra de Bela Vista. “De todos esses casos até o momento apenas um deles está sendo aprofundada a investigação que é o primeiro caso, onde a mãe alega ter realizado viagem para Rondônia quando estava na 15a semana de gestação e apresentou na época febre e manchas pelo corpo. Todas as outras notificações não apresentam nenhuma relação com caso suspeito de Zika Vírus”, diz a Secretaria em nota informativa.
Devanildo diz ainda que Dourados está seguindo os critérios adotados pelo Ministério da Saúde e notificando todos os casos de crianças nascidas a termo com perímetro cefálico igual ou menor que 33 cm e ainda notificando todos os casos de crianças que nascem pré-termo com perímetro cefálico menor do que o normal esperado de acordo com os critérios estabelecidos pelo Ministério.
O gerente de Núcleo reafirma que em Dourados “não temos até o presente momento casos suspeitos e nem confirmados de Zika Vírus.’
Os casos de microcefalias já detectados no País, especialmente na região nordeste, estão associados a fatores diversos como a exposição à fatores teratogênicos como o uso de álcool e drogas, desnutrição materna, infecção por citomegalovírus, toxoplasmose, rubéola, fatores genéticos, entre vários outros.
Ainda assim, visando prevenir de eventuais riscos, a Vigilância Epidemiológica, em conjunto com os demais seguimentos ligados à Saúde, está finalizando um Plano de Contingência e realizando reuniões técnicas com os profissionais, voltadas para as orientações pertinentes. “Também temos informado à população sobre os cuidados a serem tomados e exigir do serviço de saúde a notificação imediata dos casos suspeitos”, conclui Devanildo Santos.