462 registros foram descartandos — Lucas de Menezes
O Brasil já registrou 4.180 suspeitas de microcefalia desde o início da atual epidemia do vírus zika, associado a esse problema de desenvolvimento neurológico. Desses casos, porém, 462 foram descartados, afirma o Ministério da Saúde, para quem o pico da epidemia já passou.
“Em relação ao boletim divulgado no dia 20 de janeiro, é possível constatar a tendência de redução no número de notificações. O aumento identificado em uma semana de casos notificados foi de 7%. No entanto, a quantidade de casos descartados cresceu 63%, passando de 282 para os atuais 462”, afirmou comunicado do ministério citando Cláudio Maierovitch, diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis.
A região Nordeste tem 86% das notificações, sendo que Pernambuco continua com o maior número de casos em avaliação (1.125). Os outros oito estados mais afetados são (497), Bahia (471), Ceará (218), Sergipe (172), Alagoas (158), Rio Grande do Norte (133), Rio de Janeiro (122) e Maranhão (119).
De todos os estados do país, Santa Catarina é o único que, oficialmente, não tem nenhum caso de microcefalia, pois a única suspeita foi descartada. Acre, Amapá e Amazonas não fizeram levantamento.
Apesar de os casos de microcefalia terem uma correlação grande com a presença do vírus, em poucos casos a zika é efetivamente diagnosticada nas gestantes. O governo tem confirmado a presença