A Iagro (Agência estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul) confirmou o primeiro caso de mormo [doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria, que acomete principalmente os eqüídeos] em um equino no Estado em 2016, após descoberta de foco em uma fazenda no município de Aquidauana.
Segundo a Iagro, o cavalo passou por dois exames, um de sangue, e um de reação, em que uma proteína da bactéria causadora da doença é aplicada na pálpebra, e os dois testes deram positivo para a doença.
A Agência aponta, entretanto, que o animal ainda não foi sacrificado porque o proprietário conseguiu na Justiça uma liminar para mantê-lo vivo. Com a decisão judicial, a Iagro ainda não entrou na propriedade para fazer o controle da doença, que consiste em abater o cavalo doente e queimar o corpo no local, além de fazer exames em toda a tropa da fazenda.
Em razão dessa situação, a fazenda foi interditada pela Iagro e o tráfego de animais está proibido. A doença foi descrita pela primeira vez no Brasil em 1.811, introduzida, provavelmente por animais infectados importados da Europa, segundo relatam estudos sobre o assunto.
Segundo a Iagro, até março de 2015 o Estado não tinha nenhum caso da doença registrado. Em menos de um ano, de abril do ano passado até janeiro deste ano já foram descobertos focos em 10 propriedades e outros 24 focos estão sendo investigados em Mato Grosso do Sul.