Deputado Geraldo Resende, durante reunião da Comissão de Seguridade da Câmara — Foto: Divulgação/Assessoria
O deputado federal Geraldo Resende (PMDB-MS) participou nesta terça-feira (2) da primeira reunião de 2016 do grupo de trabalho composto por parlamentares da Comissão de Seguridade Social e Família para tratar sobre a fosfoetanolamina e a microcefalia. A reunião liderada pelo parlamentar sul-mato-grossense foi motivada em função da recente explosão de casos do zika vírus em todo Brasil, sobretudo, na região Nordeste. Na segunda-feira (1), a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou emergência médica internacional, quando 113 países identificaram a presença do vírus.
Na avaliação do deputado Geraldo Resende, o governo federal precisa assumir a responsabilidade em promover investimentos que realmente possam combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Ele salientou a importância da União em ajudar os estados e municípios contra essa epidemia. “Embora o governo tenha lançado no ano passado o Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, é preciso que o Ministério da Saúde invista muito mais na prevenção, reforçando mais as campanhas educativas, especialmente, nas regiões e áreas de risco mais iminentes, onde o foco e a proliferação do mosquito são maiores”, disse Geraldo Resende.
De acordo com o parlamentar, o grupo de trabalho da Comissão já está empenhado para buscar o apoio dos demais deputados e líderes partidários para aprovação da Medida Provisória 712/2016. A proposta permite que em situação de iminente perigo a saúde pública, a autoridade do SUS (Sistema Único de Saúde), em cada esfera de governo (Federal, Estadual ou Municipal), adote medidas necessárias ao combate do agente transmissor. “É preciso que os agentes de combate às endemias cumpram o seu dever de monitorar as áreas de risco, mesmo sem a autorização de seus moradores, bem como terrenos baldios, veículos e imóveis efetivamente abandonados. Essa medida é importante, pois cada área deve ser vasculhada contra o mosquito”, explicou Geraldo Resende.
O diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Mairovitch, disse que o Brasil está comprometido em desenvolver uma vacina contra os soros que o mosquito Aedes aegypti transmite. “Os institutos Butantan, Fiocruz e o Evandro Chagas estão trabalhando intensamente em parceria com governos estrangeiros para descobrir uma vacinação contra a zika vírus, chikungunya, dengue e a fosfoetanolamina”, explicou Mairovitch.
Ao final da reunião de trabalho, Geraldo Resende e outros deputados relataram casos registrados de microcefalia e dengue em seus Estados. Eles expuseram suas opiniões e ideias. Os parlamentares cobraram mais empenho do Ministério da Saúde, através de informações mais precisas e atuais sobre a situação e as medidas que estão sendo tomadas pelo governo federal”, concluiu Geraldo Resende.