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Zika pode estar sendo tratada como dengue

12 de fevereiro 2016 - 14h03 Por Redação Douranews
Zika pode estar sendo tratada como dengue Municípios não dispoem de meios para controlar alastramento de doença, adverte médico em Dourados — Foto: Divulgação/DiárioMS

A semelhança entre os sintomas e a dificuldade dos organismos oficiais em promover o registro adequado das doenças no Sistema de Controle do Ministério da Saúde pode estar provocando equívocos como o tratamento do vírus Zika como se fosse um caso de dengue, ou mesmo da febre cikungunya.

O alerta é do médico Luiz Carlos Arruda, ex-secretário de Saúde da Prefeitura de Dourados, manifestando a preocupação com a falta de acompanhamento adequado para esses casos. As três doenças, que já preocupam a comunidade internacional de saúde, são provocadas pelo mosquito Aedes aegypti.

Os sintomas da dengue e do vírus zika, por exemplo, são muito semelhantes. Manchas na pele são diagnosticadas a partir do quarto dia, por exemplo, em 30% a 50% dos casos de dengue, e já no primeiro dia em 90% a 100% dos casos do zika. A febre, acima de 38ºC, costuma durar de 4 a 7 dias nas pessoas infectadas com a dengue, e é mínima no caso do zika. As dores de cabeça são muito fortes para a dengue e menos intensas no zika.

“Não tem como controlar, por mais que se reforce a estrutura, já virou uma epidemia mesmo. Não adianta dizer que estamos combatendo a dengue, porque, diante de sintomas tão parecidos, tem muita gente com o vírus zika em Dourados, com certeza”, alerta o médico.

Repelentes

Arruda também adverte que, por conta do receio dessas doenças, as mães estão recorrendo ao uso de repelentes, muitas vezes sem a informação necessária quanto à aplicação correta do produto. “Crianças abaixo de dois meses de idade não podem usar e nem é recomendável dormir com repelentes em partes do corpo, por exemplo”, diz o médico pediatra.

Ao aplicar o repelente nas crianças com mais de dois anos de idade, a mãe deve observar atentamente as instruções do fabricante, evitar o uso próximo das mucosas (boca, nariz, olhos e partes genitais), ou pele irritada por algum tipo de ferimento e, ao aplicar na face, passar primeiro nas mãos para depois espalhar pelas áreas do rosto, com cuidado.