Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
16°C
Saúde

Autoridades criticam falta de políticas para saúde pública

09 de abril 2016 - 11h37 Por Redação Douranews
Autoridades criticam falta de políticas para saúde pública

Parlamentares e representantes do setor de saúde defenderam, quinta-feira (7), no Plenário da Câmara dos Deputados, a destinação de mais recursos para a saúde no Brasil. Um dos pedidos é para que o Congresso Nacional aprove a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 1/15, que aumenta o piso de recursos federais direcionados à saúde pública anualmente.

A aprovação da PEC 1/15 é uma das medidas defendidas pelo deputado federal Geraldo Resende (PSDB-MS). O parlamentar presidiu a comissão especial que debateu o assunto e proferiu parecer. O parlamentar também faz parte da Frente Parlamentar da Saúde, que luta por mais recursos para a área da saúde.

O Plenário da Câmara deverá votar em segundo turno um substitutivo da deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) que aumenta o investimento mínimo obrigatório do governo em saúde nos próximos seis anos até atingir, a partir do último ano, 19,4% da receita corrente líquida em ações e serviços públicos de saúde. Atualmente, a Emenda Constitucional 86 define os gastos mínimos da União com saúde em 13,2% da receita corrente líquida para 2016, subindo até 15% em 2020.

Coordenador da comissão externa destinada a acompanhar as ações referentes ao combate à epidemia do vírus zica, o deputado Osmar Terra (PMDB-RS) também defendeu a PEC 1/15 para cobrir o corte de R$ 20 bilhões da saúde pelo governo. “Hoje estamos na pior crise da história da saúde, sem dinheiro para nada. Em agosto, não vai haver dinheiro para passar para os municípios. Definhou o recurso público, a arrecadação de impostos, a atividade econômica está se desmanchando no País”, criticou.

Saneamento básico

Na comissão geral, diversos parlamentares de oposição ao governo criticaram a gestão do PT em relação à saúde. O saneamento básico insuficiente também foi apontado como problema para a epidemia de zica no Brasil. A deputada Luiza Erundina chegou a pedir desculpas à população, em nome do Estado brasileiro, pela disseminação da doença que pode causar microcefalia em bebês. Até agora, são quase 7 mil casos de microcefalia reportados no País.

Também a conselheira da Abrasco (a Associação Brasileira de Saúde Coletiva), Leonor Mara Pacheco Santos, disse que é a degradação das condições de vida nas cidades, com dificuldades no acesso à água e a persistência de lixões a céu aberto, que leva a epidemias como a de zica. “Precisamos da imediata revisão do modelo de controle do mosquito. O foco deve ser a eliminação dos criadouros e não dos mosquitos em si. Cidades saudáveis e sustentáveis é o desafio urgente que propomos”.