O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) autorizou a Secretaria estadual de Saúde a firmar parceria com a UFGD e a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) para o desenvolvimento do projeto de pesquisa “Identificação de estratégias de busca ativa de casos de tuberculose e rastreamento de contatos para controle da tuberculose nas prisões brasileiras”, de responsabilidade do professor Julio Croda. O termo de intenção de cooperação foi assinado sábado (16) passado, quando Reinaldo esteve com a Caravana da Saúde em Dourados.
O projeto irá possibilitar o diagnóstico precoce da tuberculose entre detentos e servidores de presídios do Mato Grosso do Sul, por meio de uma unidade móvel, equipada com carroceria e blindagem com chumbo, dotada de laboratório e equipamento de radiografia analógica. Entre as ações de saúde que serão realizadas pelo projeto para identificação da doença estarão exames de radiografia de tórax e teste rápido molecular.
Pela parceria, a Secretaria de Saúde vai repassar o aparelho de Teste Rápido Molecular, que será disponibilizado pelo Programa Nacional de Controle da Tuberculose, além de R$ 137 mil para as despesas relativas à aquisição do baú adaptado para o caminhão. À Agepen, por sua vez, caberá levantar a demanda da população carcerária para as avaliações e oferecer estrutura física e de pessoal adequada ao funcionamento da assistência de saúde.
A tuberculose é uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo. Devido às condições sanitárias das prisões brasileiras, “a população privada de liberdade está no grupo de maior risco para o desenvolvimento da doença”, segundo o professor Júlio Croda. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a incidência da doença nas prisões do Brasil é 25 a 50 vezes maior do que na população em geral. Recentemente, o Ministério da Saúde estabeleceu como prioridade o controle da doença nessas populações.