Pacientes interagem com servidores em trabalho de humanização no HU — Foto: Divulgação/Assessoria
Atendimento humanizado, com respeito às relações familiares e sociais, de forma a preservar, ainda que latente, o projeto de vida do paciente, são alguns dos elementos que têm fundamentado o trabalho desenvolvido pela equipe da Unidade de Atenção Psicossocial do HU (Hospital Universitário) da Universidade Federal da Grande Dourados.
Entre as ações voltadas à humanização do atendimento na Unidade, está o horário de visitas ampliado, em vigor há dois meses. Antes, as visitas se restringiam a apenas duas horas por dia, uma no período da manhã, outra à tarde. Agora, os pacientes podem receber visitas entre as 8 e às 18 horas.
A chamada Visita Aberta é uma proposta da Política Nacional de Humanização. Ao ampliar o acesso dos visitantes às unidades de internação, o objetivo é garantir o elo entre o paciente, o grupo familiar e social, e também os diversos serviços da rede de saúde, mantendo latente o projeto de vida do paciente e beneficiando diversos aspectos do próprio tratamento.
“Do ponto de vista fisiológico, a visita e o acompanhante estimulam a produção hormonal no paciente, diminuindo o estado de alerta e a ansiedade frente ao desconhecido, trazendo mais serenidade, confiança e, em consequência, uma resposta mais positiva aos tratamentos”, comenta a assistente social Naara Aragão.
A Unidade Psicossocial possui, atualmente, nove leitos, destinados à internação de pacientes em surto psiquiátrico, sendo a única referência para os municípios da macrorregião de Dourados. A Unidade conta, ainda, com uma equipe multiprofissional formada por psicólogo, terapeuta ocupacional, assistente social, enfermeiro, dois técnicos de Enfermagem e três psiquiatras.
Além do atendimento médico, psicossocial e medicamentoso, a equipe tem implementado um cronograma de atividades diárias para os pacientes, como artesanato, musicoterapia, leitura, jogos e atividades físicas. De acordo com a assistente social Naara, os resultados das ações de humanização ao longo dos últimos dois meses já são perceptíveis, com relação tanto à evolução dos pacientes quanto à organização do trabalho dentro da Unidade.
“Antes do horário ampliado, a gente já flexibilizava a entrada das visitas, porque muitas famílias, de fato, não conseguem chegar a tempo de cumprir os horários. Com a Visita Aberta, ficou mais fácil, por não ter que ficar autorizando cada um em horário diferente, mas também porque as próprias famílias se adequam aos horários da rotina do paciente”, explica.