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No 'pico' da pandemia, tendas e banheiros químicos de 'centro de triagem' viram pó

12 de abril 2021 - 21h35 Por Redação Douranews
No 'pico' da pandemia, tendas e banheiros químicos de 'centro de triagem' viram pó Restos do que foi um contrato de R$ 42 mil, tendas nunca chegaram a ser utilizadas no combate da Covid-19 — Divulgação

As lonas das tendas contratadas para servir como como centro de triagem para os casos de Covid-19, conforme contrato firmado após dispensa de licitação realizado pela ex-prefeita Délia Rauk (PL) em julho do ano passado, quatro meses depois do início da pandemia mundial e quando Dourados ainda registrava a média de 4.000 casos e cerca de 55 óbitos. Atualmente, são 25.499 casos com 362 mortes.

Banheiros químicos, contratados ao preço de R$ 480 por unidade, totalizando um gasto de R$ 7.680 pelas quatro instalações por quatro meses, nunca foram utilizados por eventuais pacientes e também nunca receberam higienização; os dejetos e restos de material jogado por pessoas que passavam pelo local ainda permanecem exalando forte odor.

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Os restos das lonas das tendas, contratadas por R$ 790 cada uma das oito unidades, e outras duas a R$ 980 cada, totalizando mais de R$ 32 mil do dinheiro público, estão sendo recolhidos voluntariamente por servidores da UPA, e empilhados nos fundos do prédio, já que não há nenhuma orientação sobre o destino desses equipamentos. Da mesma forma, as grades estão sendo retiradas e aos poucos o ‘centro de triagem’ vai se tornando coisa do passado.

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Coação

Servidores das unidades que prestam serviços para a Funsaud, a Fundação de Serviços de Saúde de Dourados, que ainda aguardam os resultados das rodadas de negociações mantidas com o Município por conta da apresentação de um elenco com 20 medidas pata melhorias no relacionamento de trabalho com a entidade, continuam sendo vítimas de perseguição.

Aqueles que se postaram como linha de frente no movimento de reivindicações, além de já atuarem como linha de frente no enfrentamento do coronavirus, em que pese a falta de estrutura para o trabalho, e de equipamentos e insumos, são ameaçados com constantes advertências, caracterizando a continuidade da coação moral reclamada no documento entregue ao interlocutor direto do prefeito Alan Guedes, o secretário de Governo Henrique Sartori, e ainda sem respostas.

Na última semana, vítimas do estresse e do trauma, misturado com a ansiedade e depressão que rondam as funções, servidores tiveram que procurar atendimento psiquiátrico. Um deles foi afastado do serviço por 60 dias. A Fundação de Saúde não está conseguindo cuidar nem da saúde dos próprios funcionários encarregados de garantir a saúde das população.