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CRISE

Sem contrato, Funsaud nem consegue auditoria

Prefeito pede ajuda para continuar negociando valores da MAC

11 de novembro 2021 - 10h51 Por Redação Douranews
Sem contrato, Funsaud nem consegue auditoria Alan encarrega secretário Henrique Sartori de 'destravar' a Funsaud — Divulgação

O prefeito Alan Guedes voltou a dizer, no final do mês, durante encontro com membros do Conselho Curador da Funsaud (Fundação dos Serviços de Saúde de Dourados), que precisa de um contrato emergencial, pelo menos, para os próximos seis meses, até que consiga realizar a auditoria nas contas da instituição para definir o que vai fazer com o ‘rombo’ herdado, e que já chega à casa dos R$ 100 milhões, para manter os compromissos com atendimentos oferecidos pelo Hospital da Vida e a UPA.

Alan Guedes explicou ao presidente do Conselho, Everaldo Leite Dias e aos membros Carlos Longo e Raissa Moreira, as dificuldades diárias existentes na Fundação e disse que os valores para o custeio da MAC (Média e Alta Complexidade) que o Município recebe da União e do Estado estão defasados e que precisa renovar esse contrato para continuar negociando junto aos parceiros da gestão plena de saúde.

No encontro, do qual também participaram os secretários de Governo, Henrique Sartori e de Saúde, Waldno Lucena Junior, o prefeito propôs solicitar um aporte de recursos junto ao Fundo Municipal de Saúde e outros fundos e entidades que possam ajudar, a fim de complementar o atual repasse a Funsaud nos meses de novembro e dezembro, com o objetivo de regularizar férias em atrasos, além de pagar o 13 salário.

Reforma

Com a auditoria que pretende contratar junto a empresa especializada, Alan Guedes entende que será possível realizar uma reforma administrativa na Funsaud, visando inclusive o enxugamento da folha salarial. Isso tudo, porém, depende do novo Contrato de Gestão, a vigorar até 30 de abril de 2022, com os mesmos parâmetros de prestação de serviços e remuneração até então previstos no contrato original, de 2014.

De acordo com a diretora administrativa da Fundação, Daniely Toledo, o repasse existente, da ordem de R$ 4.5 milhões, é insuficiente para manter os serviços, “ainda mais com a demanda expressiva da Covid”, quando segundo revelou a diretora ao Conselho Curador, “a Fundação precisou dar conta de muitos gastos extras, não reembolsados a tempo”.

Daniely disse ainda que somente com a folha de pagamento a Funsaud gasta, mensalmente, aproximados R$ 2 milhões, entre salários e tributos trabalhistas e mais ou menos o mesmo valor com os médicos. “É impossível honrar com os demais fornecedores”, admitiu, informando que a folha salarial vem sendo paga através da formalização de TACs (Termos de Ajuste de Conduta) entre a Secretaria de Saúde e a Fundação.