Subsecretários de Políticas Indígenas, Fernando Souza leva demanda ao secretário Geraldo — Divulgação
Atendendo à coletividade indígena, por meio do Hospital ‘Portal da Esperança’, a Missão Evangélica Caiuá vem mantendo, há cerca de dois meses, várias tratativas com autoridades locais e do Estado na área da saúde, no sentido de angariar apoios para melhorar as condições do Termo de Contratualização firmado ainda em 2007 e que atualmente não comporta mais a garantia do atendimento de qualidade.
“O último reajuste foi feito em 2010, inclusive do componente estadual nessa parceria, mas o fato é que progressivamente tem aumentado esse déficit, comprometendo o atendimento à população”, relata o subsecretário de Estado de Políticas Públicas para a População Indígena, Fernando Souza.
Segundo ele, dentre as várias demandas que estão sendo encaminhadas em favor da comunidade indígena, “uma delas se refere ao financiamento para o funcionamento do Hospital Porta da Esperança”, visando garantir melhorias no repasse de recursos e, dessa forma, “manter as portas do hospital abertas para atendimento da população indígena e demais usuários do SUS”.
Conforme o pleito, já discutido com os secretários municipal, Waldno Lucena Júnior e estadual de Saúde, Geraldo Resende, o Hospital ‘Porta da Esperança’, que hoje recebe R$ 13.428,57 do componente estadual para manter as atividades, está reivindicando um reajuste de, pelo menos, 200%, o que elevaria o repasse mensal para R$ 40.285,71, segundo documento protocolado por Fernando em nome da direção da unidade junto ao Governo.
A manifestação recebeu pronto acolhimento do secretário Geraldo: “Todo nosso apoio aqui na SES. Já garantimos aumento da contratualizacao vinculado a criação de serviço de saúde mental para usuários de álcool e outras drogas”, anunciou o titular da pasta estadual, por meio das redes sociais.
Prevenção
Como resultado imediato das ações conjuntas, as comunidades das etnias Guarani Kaiowá e Terena da Reserva Indígena de Dourados serão as primeiras a receber as ações de prevenção ao uso de álcool e outras drogas por meio do Projeto Cuidar, do Governo Federal. A reunião que marcou o início do projeto contou com a participação de servidores da Funai e representantes do Ministério da Cidadania e do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e foi realizada na semana passada em Dourados.
O encontro definiu a proposta inicial do projeto piloto a ser realizado na Reserva, e que será levado para outras Terras Indígenas, segundo a coordenadora de Proteção Social da Funai, Natália Dias, revelando o objetivo central de buscar soluções ao problema do consumo compulsivo de substâncias psicoativas entre os habitantes das aldeias dessa região.