Programa tem o total apoio da Secretaria de Saúde — Divulgação
Com apoio do Governo do Estado, dois sul-mato-grossenses são os primeiros casos de 2023 que recebem a ajuda humanitária do Estado, embarcando em voos comerciais depois de apresentarem condições de realizar, respectivamente, transplante de órgãos e medula óssea, e se disponibilizarem a colaborar para ajudar novas vidas.
O primeiro caso trata-se de um homem de 59 anos, de Dourados, convocado após apresentar possibilidade de fazer um transplante renal no município de Campo Largo, no Hospital do Rocio, no Paraná. O paciente, do setor do TDF (Tratamento Fora de Domicílio), da Secretaria de Saúde, embarcou na noite de sexta-feira (13), no Aeroporto Internacional de Campo Grande.
O segundo caso é de uma paciente de 11 anos, residente de Campo Grande. A adolescente foi convocada para fazer um transplante de medula óssea no Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Ela embarcou no sábado (14) e deve passar pelo procedimento neste domingo (15).
A Secretaria de Saúde do Estado ofertou mais de seis mil passagens [em torno de 3 mil passagens aéreas e mais de 3.100 passagens rodoviárias] à pacientes e acompanhantes que precisaram do setor de Tratamento Fora de Domicílio em 2022. O TFD atende o paciente no pré-operatório e pós-operatório. A ação humanitária também conta com ajuda de aeronaves do Corpo de Bombeiros Militar e da Casa Militar.
Transplante de órgãos
Seguindo os critérios estabelecidos e respeitando a fila para transplantes, dez pacientes compatíveis com o órgão são convocados. No hospital são realizados diversos testes para analisar o grau de compatibilidade de cada paciente. Após os resultados, o órgão será transplantado naquele paciente que apresentar maior grau de compatibilidade e menor risco de rejeição. A volta do paciente é garantida pelo Estado.
Para ser doador de órgãos é preciso que haja um diálogo franco e aberto entre o doador e a família, para que manifeste, de forma clara e objetiva, a vontade à doação. Uma vez, confirmada a morte do doador, inicia-se uma corrida contra o tempo que envolve dois clínicos diferentes para confirmar o óbito, constatações de compatibilidade e contato com a família para oferecer o direito à doação. A partir daí acontece a sorologia, retirada e implante.
Quando se trata de transplante, muitos dos órgãos precisam ser remetidos a outros locais para realização das cirurgias. O procedimento varia de acordo com a complexidade e da compatibilidade. As ações têm que acontecer de forma rápida. O transplante de um coração deve acontecer em até quatro horas. De fígado, em 12 horas. De pulmão deve ser realizado dentro de quatro horas e o de rim em até 24 horas. No caso das córneas podem ser transplantadas em até 14 dias.
Como ser doador de medula óssea
A pessoa deve ter entre 18 a 35 anos, estar com boa saúde. São retirados 5ml de sangue, como um exame de laboratório, e o doador é cadastrado no Redome – Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea do INCA – Instituto Nacional do Câncer. Seus dados genéticos são cruzados com os dos pacientes que precisam da medula.
Se der compatibilidade genética através do exame HLA, a doação pode ser realizada. Porém, para ter compatibilidade a chance no Brasil é de uma em 100 mil e com alguém de outro país de uma em 1 milhão. Se for compatível o doador é avisado e então passa por exames para constatar que está em boas condições de saúde.