Aos 92 anos, indígena Domingas recomenda vacinar — Divulgação
Há dois anos o primeiro avião da Força Aérea Brasileira pousava em Mato Grosso do Sul trazendo 158 mil doses de vacina Coronavac para imunizar o grupo prioritário definido pelo Ministério da Saúde. Assim, desde o ato simbólico realizado no Hospital Regional que marcou o início da Campanha Estadual de Imunização contra a Covid-19, o Estado já aplicou mais 6 milhões de doses de diferentes imunizantes. Agora o principal desafio da Saúde está na conscientização da população para que completem o esquema vacinal e imunizem, principalmente, as crianças.
O dia 18 de janeiro de 2021 ficou consagrado como um marco histórico para a imunização estadual. À época do ato simbólico gravado na memória de milhares de sul-mato-grossenses, cada passo da vacina era registrado: desde a chegada na Base Aérea de Campo Grande; logo depois o transporte escoltado pelas ruas da Capital, até chegar à sede da Coordenadoria Estadual de Vigilância Epidemiológica.
Depois de separada, foram enviadas quatro doses até ao Hospital Regional de Mato Grosso do Sul para iniciar a campanha de imunização e celebrar o momento histórico. Na ocasião quatro sul-mato-grossenses pertencentes à primeira fase da campanha foram vacinados. Dois deles eram profissionais da saúde: o médico Márcio Estevão Midom, de 45 anos, e a auxiliar de enfermagem Sandra Maria de Lima, de 52 anos, ambos do Hospital Regional. Também foram vacinadas a indígena Domingas da Silva, de 92 anos, da aldeia Tereré, em Sidrolândia, e a dona Maria Bezerra de Carvalho, de 85 anos, residente no Asilo São João Bosco, no bairro Tiradentes, em Campo Grande.
"Fiquei surpresa e muito grata", explica Sandra Maria de Lima ao relatar sua experiência no ato simbólico. A auxiliar de enfermagem conta que foi chamada para fazer a aplicação da vacina nas três pessoas que foram chamadas inicialmente. "Eu estava ali apenas para fazer a aplicação, não estava previsto que eu fosse a quarta pessoa a ser vacinada. Logo que iniciamos a aplicação, eles perceberam que estava sobrando uma quarta dose. Na hora eles conversaram e me convidaram para tomar a vacina. Nesta hora, fiquei muito faceira, feliz, mas ao mesmo tempo levei um susto, pois não esperava que também fosse tomar o imunizante", conta.
Sandra ainda ressalta que desde então não deixou de completar o esquema vacinal. "É como eu costumo falar, a vacina salva vidas. Eu mesmo peguei por duas vezes a covid-19, mas os sintomas foram bem leves, que se assemelhavam a uma gripe. Eu recomendo a todos, acreditem na vacina, é só olhar os números de como estávamos e como estamos agora".
Aos 92 anos, a indígena Domingas da Silva, da aldeia Tereré, conta com orgulho que foi a primeira idosa a tomar a vacina no Estado. "Eu, a Vovó Domingas, fui a primeira vovozinha a tomar a vacina da covid-19. Graças a Deus, eu me sinto muito bem. Peço para todos tomarem a vacina porque é muito bom para a nossa saúde. A vovó está bem e não precisa de nada e vocês têm que tomar a vacina e não precisa ter medo".