Médica Elisa Cabral conduz teleatendimento no HU — Divulgação
O HU (Hospital Universitário) da Universidade Federal da Grande Dourados realizou, na terça-feira (24), a primeira consulta via Sistema de Telemedicina e Telessaúde. Buscando expandir o alcance dos atendimentos ambulatoriais e facilitar o acesso para os pacientes reduzindo filas e diminuindo o absenteísmo, foi realizado o projeto piloto de implantação do Sistema de Telemedicina e Telessaúde.
A telemedicina trabalha com um processo avançado para monitoramento de pacientes, troca de informações médicas e análise de resultados de diferentes exames. Os exames são avaliados e entregues de forma digital, sendo um apoio para a medicina tradicional. De forma segura e legalizada, a telemedicina já é aplicada mundialmente, e está de acordo com a legislação e as normas médicas.
Essa prática se tornou mais popular durante a pandemia de Covid-19, quando o governo brasileiro liberou também as teleconsultas. Com o uso de tecnologias de informação, que agregam qualidade e velocidade na troca de conhecimento, os médicos podem tomar decisões com maior agilidade e precisão. Por meio da telemedicina, os especialistas conseguem acessar os exames de qualquer lugar do país, utilizando computadores e dispositivos móveis, como smartphones e tablets conectados à internet.
A médica reumatologista Elisa Cabral Nascimento foi convidada a participar do projeto piloto. Ela não só aceitou, como comprou a ideia e participou ativamente da implantação, selecionando e orientando os pacientes. Nesse primeiro atendimento, realizado no ambulatório do HU, a área contemplada foi da reumatologia, mas o projeto prevê abordar outras especialidades assistenciais.
A teleconsulta foi feita com uma paciente moradora de Mundo Novo. Dessa forma ela não teve que se deslocar até o hospital para realizar seu atendimento, trazendo economia, conforto, maior otimização do tempo para a paciente.
Para Elisa Cabral, foi uma experiência excelente: “prático e eficiente”, definiu. A paciente já havia passado em avaliação e havia exame pendente além de algumas dúvidas que foram sanadas sem prejuízos à qualidade do atendimento. “Será uma excelente ferramenta para otimizar tempo dos pacientes e custos no SUS. Para casos selecionados será um sucesso”, confirmou a médica.
Inicialmente o paciente é atendido e o profissional indica a possibilidade de realizar a teleconsulta, se ele aceitar, contata a recepção e é agendado a atendimento a distância. A teleconsulta de retorno é agendada a partir da indicação do profissional atendente e no dia e horário é realizado a chamada por vídeo e áudio.