Deputada reage contra violência em UPA de Dourados — Divulgação
A deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) demonstrou profunda preocupação com a segurança de médicos, enfermeiros e demais servidores de saúde ao apresentar um requerimento, na sessão de terça-feira (16) da Assembleia, direcionado ao Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Romão Ávila Milhan Junior, solicitando providências rigorosas e acompanhamento próximo da apuração do atentado ocorrido na UPA, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Dourados.
Profissionais e pacientes viveram momentos de pavor nesta semana, quando um paciente em crise de surto psicológico provocou destruição de equipamentos médicos e mobiliário. Computadores e impressoras foram arremessados, macas derrubadas e, diante da situação, servidores chegaram a se trancar em um banheiro com medo das agressões, evidenciando a vulnerabilidade de quem atua na linha de frente da saúde pública.
“Este episódio não pode ser tratado como um caso isolado. É um alerta para a necessidade urgente de reforçar a segurança nas unidades de saúde. Nossos profissionais não podem exercer seu trabalho sob medo constante”, afirmou Lia Nogueira durante o grande expediente.
A deputada lembrou ainda que Mato Grosso do Sul ocupa a segunda posição no Centro-Oeste em casos de violência contra profissionais da saúde, segundo dados do Conselho Federal de Medicina. Só em 2024, 995 médicos foram vítimas de agressões no Estado, uma média de quase três casos por dia.
Diante desse cenário preocupante, ela reforçou a importância da Frente Parlamentar em Defesa dos Profissionais da Saúde, já criada na Assembleia Legislativa, e destacou que o primeiro encontro do grupo será realizado no dia 24 de setembro, às 14 horas, reunindo autoridades, entidades representativas e profissionais do setor para debater soluções e fortalecer a valorização desses trabalhadores.
“Esta Frente Parlamentar nasce para unir forças, ouvir quem está na linha de frente e buscar soluções efetivas. Precisamos garantir que esses profissionais tenham segurança física, emocional e condições dignas para exercer seu trabalho”, enfatizou a deputada.