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Brasil não investe em novas rotas de fibra óptica, alerta engenheiro

02 de maio 2012 - 16h04 Por Redação Douranews
Brasil não investe em novas rotas de fibra óptica, alerta engenheiro

O Brasil está aproveitando tardiamente as oportunidades em construção ou ampliação de rodovias e ferrovias para aumentar a sua rede de fibra óptica. A avaliação é do diretor de Engenharia e Operações da RNP (Rede Nacional de Pesquisa), Eduardo Grizendi. Para ele, o Brasil tem poucas redes que possibilitem o tráfego de dados, voz e imagem em alta velocidade, e isso ocasionou a queda na conexão que afetou usuários de 11 operadoras da região sul do País na semana passada.

As rotas de longa distância de fibra óptica brasileiras - assim como no resto do mundo - são construídas seguindo infraestruturas físicas, como rodovias, ferrovias e linhas de transmissão de energia elétrica. Isso faz com que esses cabos sejam facilmente rompidos em obras, temporais ou acidentes. "Em quedas de barreira, por exemplo, a urgência é liberar o tráfego. E vem a retroescavadeira para liberar a pista e acaba levando quilômetros de cabos subterrâneos junto", afirma. No caso das redes de energia elétrica, vendavais e temporais podem interromper o serviço.

Na quarta-feira (25), o rompimento de três pontos da rede de longa distância que faz a comunicação de dados para várias operadoras de telefonia e banda larga que operam na região causou lentidão na rede ou deixou usuários sem conexão. O principal problema foi o rompimento de fibras no quilômetro 66 da BR-116, no Paraná, entre Quatro Barras e Campina Grande do Sul, um dos principais que ligam o sul ao resto do País. Hoje (2), a região Sul de Mato Grosso do Sul está sendo apontada pelo rompimento de um cabo na região de Rio Brilhante.