O grupo de pesquisa intitulado Materiais e Aplicações, composto pelos professores Antonio Aparecido Zanfolim e Aguinaldo Lenine Alves, da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e Maria Aparecida Tomazzelli, da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), ficou com o terceiro lugar no Prêmio Odebrecht de Desenvolvimento Sustentável, entregue na cidade do Rio de Janeiro.
A pesquisa realizada na UEMS/UFGD que ganhou destaque nacional com a premiação apresenta uma solução viável sobre como reaproveitar parte do resíduo deixado pela plantação de cana-de-açúcar. O grupo propõe que a cinza, produzida após a queima do bagaço da cana para cogeração de energia, seja empregada como agregado em módulos de microconcreto, podendo ser utilizados na construção de paredes e coberturas em habitações de baixa renda, viabilizando o custo destas edificações.
De acordo com o grupo, a utilização destes módulos se torna uma boa opção por ser versátil, ou seja, que se aplica em casos de produção individualizada e em série; baixo e alto nível de tecnologia, além de proporcionar, também, rapidez na execução, racionalização do processo construtivo e diminuição de desperdícios, gerando ganhos de espaço nos ambientes da residência e redução no peso das estruturas.
Atualmente, existem 14 usinas em plena produção em Mato Grosso do Sul, com projeção de implantação de mais 31, ampliando a área cultivada em 927,8 mil/hectares e aumentando a produção anual de açúcar em 7,2 milhões de toneladas e a de álcool em 3 bilhões de litros. Todo esse cenário, apontam os pesquisadores, torna ainda mais interessante a implantação do projeto.
O projeto contemplado pela Odebrecht recebeu um total de R$ 60 mil, e, para chegar lá, passou por uma concorrência nacional com centenas de trabalhos concorrentes de todo o Brasil. “Essa aprovação além de divulgar o nome da UEMS e da UFGD em nível nacional, mostra a importância que a pesquisa tem para o desenvolvimento sustentável e ainda a potencialidade que o curso tem em ideias inovadoras para o desenvolvimento sustentável”, dizem os pesquisadores.
O projeto conta também com a participação das acadêmicas da UEMS, Hingrid Freire Marques, Juliane Palmas de Souza, Larissa Barbosa de Souza e Camila de Carvalho e dos acadêmicos da UFGD, Jéssica Akemi Uchida e Alisson Viana Lima.