O foguete russo Soyuz que leva ao espaço um módulo chamado de Bion-M com animais, insetos e bactérias que serão utilizados em experimentos científicos durante um mês, decolou do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, na tarde desta sexta-feira (19), início da manhã no Brasil, informa o G1.
Serão utilizados nos testes 53 roedores, 15 lagartos e 20 caracóis. Eles ficarão em órbita e fazem parte da operação batizada de “Arca de Noé”, que tem o objetivo de saber como organismos vivos sobreviveriam a um eventual voo a Marte.
De acordo com a agência de notícias France Presse, citando técnicos da Roscosmos, a agência espacial russa, os animais ficarão um mês em órbita, com previsão de retorno à Terra no dia 18 de maio, para que os cientistas possam estudar as consequências da permanência no espaço.
“Se trata de determinar até que ponto nosso organismo se adapta a condições de falta de gravidade e compreender o que é preciso fazer para garantir a sobrevivência em voos muito longos”, explica o diretor do programa do centro espacial russo, Valéri Abrashkin.
Além dos animais, foram enviados ainda quatro pequenos satélites dos Estados Unidos, Coreia do Sul, Alemanha e da Russia.