A revelação, feita pela imprensa, de que o governo dos EUA espiona telefonemas e atividade online de seus cidadãos colocou o governo Obama na defensiva nesta sexta-feira (7). Aumenta a pressão para que o presidente Barack Obama explique a necessidade dessas práticas.
Obama, que afirma ter a administração mais transparente da história dos EUA, não mencionou os casos em dois encontros com partidários que manteve ontem (6) à noite.
Membros do Congresso dos EUA são rotineiramente informados sobre os programas de espionagem secreta, mas ainda não está claro quanto eles sabiam sobre a espionagem de atividade privada de internet reportada na véspera pelo "Washington Post".
O parlamentar Henry Waxman, democrata da Califórnia, disse nesta sexta que pensou que a administração tinha "boas intenções", mas disse que o programa era "amplo demais".
A Casa Branca passou boa parte da quinta-feira defendendo a coleta secreta de registros telefônicos por parte da Agência de Segurança Nacional (NSA), o que o governo descreveu como uma "ferramenta crítica" para a prevenção de atentados. Mas críticos questionaram essas atividades de espionagem, reveladas inicialmente pelo jornal britânico "Guardian".
No final do dia, a agitação em torno da coleta de dados de clientes de uma subsidiária da empresa de telefonia Verizon Communications foi ofuscada por uma reportagem do "Washington Post" que descrevia um programa ainda mais agressivo de vigilância governamental.
O "Post" informou que a NSA e o FBI estavam explorando "diretamente" os servidores centrais de importantes empresas norte-americanas da Internet, tendo acesso a emails, fotos, áudios, vídeos, documentos, registros de conexão e outras informações que permitem que analistas monitorem movimentos e contatos de uma pessoa ao longo do tempo.
Algumas das empresas citadas na reportagem, como o Google, Apple, Yahoo e Facebook, imediatamente negaram que o governo tenha tido "acesso direto" aos seus servidores centrais. A Microsoft disse que não participou voluntariamente de nenhuma coleta de dados governamentais, e que apenas cumpre "ordens de solicitações sobre contas ou identificadores específicos". Com informações do G1