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Dilma confirma que pediu à ONU segurança contra 'guerra virtual'

25 de setembro 2013 - 21h41 Por Redação Douranews
Dilma confirma que pediu à ONU segurança contra 'guerra virtual'

Esclarecendo um ponto polêmico na discussão internacional sobre o futuro da internet, a presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira (25) que o Brasil não está pedindo "interferência" da ONU na rede, e sim ações para "preservar a (sua) segurança", protegendo o mundo de uma "nova guerra" no plano virtual.

Bandeira central no discurso que a presidente fez na terça-feira na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, Dilma disse que o governo dela não concorda com "esse tipo de controle", mas quer propor legislação internacional evitar que "a nova guerra se dê dentro do mundo cibernético".

Desde que o Planalto reagiu às denúncias de espionagem atribuídas à Agência Nacional de Segurança americana (NSA), analistas e jornalistas têm criticado o que dizem ser um desejo do Brasil de se separar da internet americana ou promover o controle da rede por meio de uma entidade como a ONU.

O governo alega que os projetos em discussão dizem respeito à instalação de cabos submarinos entre o Brasil e outros países, o que evitaria o roteamento dos dados brasileiros pelos EUA, e legislação que obrigaria empresas estrangeiras a manter os dados de cidadãos brasileiros no Brasil, e não no exterior.

"Nós não estamos pedindo interferência da ONU, não estamos dizendo 'ONU, controle a internet'", disse Dilma. "Nós não concordamos com esse tipo de controle. Nós estamos dizendo 'ONU, preserve a segurança, não deixe que a nova guerra se dê dentro do mundo cibernético, com hackers e tudo'".

No discurso na Assembleia Geral, Dilma havia afirmado que o Brasil apresentará propostas para criar um "marco civil" multilateral para garantir a liberdade de expressão na internet, estabelecer uma governança democrática e multilateral da rede e preservar o seu caráter de universidade, diversidade e neutralidade.

A presidente acredita que as discussões sobre o marco civil de gerenciamento no Brasil, das quais participam governo, empresas e entidades da sociedade civil e outras partes interessadas, será uma boa "base para apresentarmos propostas internacionais".