Formado pelo Instituto Universal Brasileiro, a única escola técnica acessível a quem morava na Dourados de 1975, o técnico douradense Ademir Freitas lançou esta semana uma revista no formato eletrônico (em PDF) direcionada ao Radioamadorismo, Faixa do Cidadão e eletrônica em geral.
Desde o início dos anos 90 ele colaborou com a revista Antenna/Eletrônica Popular, fundada em 1926, mas fora de circulação desde 2007. “Sentimos muito a falta de publicações ‘de papel’, mas os tempos são outros. É lamentável encontrar nas reciclagens da cidade centenas de revistas de eletrônica picotadas ao invés de protegidas em alguma biblioteca”, desabafa.
Autor de três livros, sendo o último relacionado à radiocomunicação em situações de emergência, todos para download gratuito pela internet (exceto o último), Ademir Freitas disse nunca ter conseguido patrocínio para a publicação deste material técnico. “Mesmo assim, faço questão de divulgar em cada edição de nossa revista uma foto de Dourados – não da buraqueira de minha rua –, mas sim de pontos de interesse. Afinal, como douradense nato, faço questão de divulgar de maneira positiva minha cidade para os milhares de colegas radioamadores não só do Brasil mas também do resto do mundo”. Ele conta que seus livros já são bem conhecidos em países de lingua hispânica e tem recebido comentários positivos sobre eles.
Para quem tem interesse em assuntos técnicos, o link para fazer o download da primeira edição da revista “Radioamadorismo em Fascículos” está visível no blog na internet: www.pt9hp.blogspot.com.br
Ademir Freitas lembra aos leitores que “PT9” é um prefixo que identifica o Mato Grosso do Sul no contexto nacional. “Os prefixos PY, PT, PQ, PR, PS, PU, PV, PP e PX” são alocados em nível mundial para o Brasil, incluindo os “especiais” ZV, ZX e ZW, tanto no serviço de radiocomunicação como até mesmo em aeronaves.
Além de técnico em eletrônica, ele também é jornalista e desde 2010 tem se dedicado à reciclagem de computadores e outros equipamentos de eletrônica que reverte para auxiliar pessoas que não tem condições de possuir uma máquina nova em casa.