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Idosos aprendem a navegar na internet em projeto da UEMS

23 de setembro 2014 - 15h55 Por Redação Douranews
Idosos aprendem a navegar na internet em projeto da UEMS

“Navegar na internet” não é só para jovens, mas para pessoas de todas as idades. Prova disto é que os internos do Lar do Idoso de Dourados estão aprendendo a utilizar o computador e as redes sociais com ajuda dos acadêmicos do curso de enfermagem da UEMS.

Nas tardes das quartas-feiras os idosos recebem o projeto “Informática como instrumento de inclusão, educação, saúde e distração: Internos do Lar do Idoso de Dourados navegando nas redes sociais”, que é realizado por dez acadêmicos bolsistas do Programa de Assistência Estudantil da UEMS, juntamente com professor do curso de enfermagem e coordenador do projeto, Arino Sales do Amaral, e o professor da Universidade, Homero Scalon Filho.

“A intenção do projeto é incluir as pessoas, não só do ponto de vista do mundo digital, mas também colocá-las em contato com o mundo externo, diminuir a solidão. Eles estão bastante empolgados, procuram os parentes nas redes sociais, tiram fotos para criar os perfis, também buscam as cidades onde moravam para ver como está agora”, explicam os professores.

O trabalho começou em maio deste ano, os acadêmicos tiveram a oportunidade de conhecer os idosos e ensinar os comandos para ligar e desligar o computador, também a entrar nas redes sociais e sites de busca.

“Um idoso poeta já aprendeu a digitar e escreveu versos no computador, mas nem todos podem participar, pois não têm percepção visual ou apresentam outros problemas de saúde. Contudo o nosso público alvo são os que estão lúcidos, enxergam e têm coordenação motora, porque eles podem ter uma melhor qualidade de vida”, ressaltou o coordenador, Arino do Amaral.

O gerente administrativo do Lar do Idoso, Ronei Farias, disse que no projeto só há pontos positivos. “Para nós foi um avanço que os idosos possam ter acesso ao mundo digital. Os acadêmicos de enfermagem tratam os idosos com muito carinho e são esperados com alegria, pois a melhor doação que recebemos é a de calor humano”, disse.

Os professores responsáveis pelo projeto destacam que o trabalho é aberto tanto para a comunidade acadêmica como para a população em geral. Voluntários interessados em participar serão bem vindos, “porque é um serviço muito mais humanitário do que acadêmico. Eles nos tratam como se fossemos parentes, aguardam o dia marcado com expectativa”, comentou o professor Amaral.

Os acadêmicos de enfermagem também dão orientações de saúde aos idosos e visitam nos quartos os que não podem participar do projeto.