Após estudantes negros terem sido expulsos de uma App Store na Austrália por funcionários acharem que eles "podiam roubar algo", a Apple foi chamada de racista e o caso forçou o presidente-executivo, Tim Cook, vir a público para defender a diversidade na empresa.
“Fiquei chocado, porque eu pensava que uma companhia grande desse jeito abraçaria pessoas com qualquer tipo de etnia”, afirmou o jovem Abdulahi Haji Ali, um dos estudantes do grupo.
A polêmica ocorreu em uma loja de Melbourne, na Austrália, país em que a Apple inaugura a comercialização de seus aparelhos. Neste ano, a empresa registrou em setembro um recorde de venda, de 13 milhões de iPhones 6s e 6s plus. Um desses celulares foi comprado por Abdulahi. Mas deve ser o último, conforme contou o rapaz.
“Todos os meus amigos têm produtos da Apple. A Apple tem bons produtos, mas eu vou expandir meus horizontes em relação a eletrônicos e procurar outras marcas”, afirma o jovem, que também possui um iPad.
'Possam roubar algo'
Ele e mais cinco amigos foram convidados a se retirar da loja da Apple. Um deles registrou toda a cena em vídeo, no qual se pode ver a justificativa do funcionário da Apple. “Esses caras [da segurança] estão um pouco preocupados com a presença de vocês na nossa loja. Eles estão preocupados de que vocês possam roubar algo”, disse.