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Equipe da Unigran é única selecionada de MS

Olimpíada Brasileira está sendo realizada em Goiânia

24 de setembro 2022 - 10h52 Por Redação Douranews
Equipe da Unigran é única selecionada de MS Equipe classificada na Olimpíada Brasileira de Satélites — Divulgação

A equipe UniSat-1, da Unigran, foi classificada em 3º lugar na terceira fase da 1ª Olimpíada Brasileira de Satélites. A etapa aconteceu no dia 18, na UFG (Universidade Federal de Goiás), em Goiânia, e contou com equipes de todo o Centro-Oeste.

A UniSat-1 é composta pelos egressos Maria Luiza Rech Capuci e Gabriel Carneiro Mangolin e pelos professores Luis Alberto Stussi e Wilson Passos, além do coordenador de Engenharia Mecânica, Igor Seicho Kiyomura como colaborador.

A Olimpíada acontece desde 2021. Desde então, a equipe conseguiu se classificar nas três etapas, sendo as duas primeiras teóricas e de testes e a terceira para colocarem o satélite em prática, por meio do seu lançamento através de um balão estratosférico. O objetivo do satélite é rastrear mercadorias perigosas, como combustíveis, agrotóxicos e munições.

“Esse satélite funciona como um servidor. Você envia para ele a localização, o trajeto, a velocidade, a temperatura, ou seja, todos os dados. Então, quando ele passa em cima da estação controladora, ele os envia de volta e a estação vê se ele está seguindo o caminho correto, se a temperatura está aumentando muito”, explicou o professor Luis.

Dentre os mais de 1500 participantes, divididos em 380 equipes, somente cinco foram selecionadas para a etapa do Centro-Oeste, sendo a UniSat-1 a única do Mato Grosso do Sul, na categoria Ensino Superior.

“A parte legal da história é que é um tipo de tecnologia que a gente não é muito acostumado a trabalhar. Com exceção do professor Luis, que tem um domínio maior dessa parte. Então, isso foi bem difícil de fazer. E, se não fosse com o apoio da Aceleradora Inova Unigran e do professor, a gente não iria conseguir desenvolver até o final dessa terceira fase”, ressaltou Wilson.

“A nossa intenção agora é, justamente a partir desse evento, criarmos uma linha de pesquisa fixa, aonde sempre teremos a entrada e a saída de alunos, participando desse tipo de projeto”, afirmou o coordenador Igor, independente do resultado final da participação na competição nacional.

“Nós pretendemos participar de mais eventos. Por exemplo, há eventos de design de satélite, de foguetes. No Brasil está aumentando bastante essa cultura desse tipo de olimpíadas para poder fomentar a indústria aeroespacial brasileira, porque é algo que está em alta no mundo inteiro”, complementou Wilson. 

Os professores exaltaram a participação da Unigran no processo, destacando a estrutura da Instituição, que proporcionou toda a produção do projeto. “A gente, como equipe isolada, não consegue fazer muita coisa, então a Inova pôde nos auxiliar porque tem uma equipe que ajuda para colocar o projeto pra frente”, constatou Stussi.

“Temos este tipo de tecnologia aqui na Unigran e isso é de muita relevância, porque o nosso curso de graduação tem uma estrutura que muitas universidades não têm”, finalizou Igor.