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Brasileiros estão mais atentos à segurança digital

Preocupação, entretanto, ainda segue baixa 

23 de dezembro 2022 - 09h14 Por Redação Douranews
Brasileiros estão mais atentos à segurança digital segurança digital

A população brasileira passou por uma mudança de hábitos fundamental nos últimos anos, aderindo a ferramentas e serviços digitais. Acelerados pelo isolamento e necessidade de comunicação da pandemia de 2020, o consumo eletrônico e a transformação digital do trabalho foram alguns dos principais motores de mudança.

Nesse contexto, alguns dos piores vazamentos de dados pessoais se abateram sobre a popularização também num breve período de tempo. Informações sensíveis de 200 milhões de brasileiros foram expostas a cibercriminosos em 2021, incluindo nomes, CPF, nível de escolaridade e outras informações. 

Notícias com essas e o assédio virtual de golpistas podem refletir nos números revelados pela pesquisa de 2021 do Capterra, marketplace de softwares, de que 6 entre 10 brasileiros consideravam se preocupar com segurança na internet.

Tornar-se alvo de fraudes financeiras preocupava 74% dos respondentes ao levantamento. Para evitar terem cartões clonados ou receberem boletos falsos, muitos brasileiros têm mudado hábitos para aumentar a segurança. Ler resenhas de empresas de comércio eletrônico e compreender se elas são confiáveis antes de efetuar uma transição é um exemplo de precaução.

A necessidade de adequação de empresas aos padrões da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) também abre um precedente para o reforço da segurança digital. 

Em 2021, uma escala organizada pela União Internacional de Telecomunicações registrou avanços do Brasil em cibersegurança em comparação a outros países. Confira mais no vídeo:

 

No entanto, desafios como a quantidade crescente de crimes virtuais no país indicam que ainda há muito por ser feito.

Os golpes do Pix 

Ao criar um sistema de transferências digitais como o Pix em 2020, o Banco Central promoveu uma bancarização inédita da população brasileira num curto período de tempo. 

Apesar da grande adesão e do barateamento de operações bancárias, a agilidade do novo mecanismo passou a ser aproveitada por criminosos para lesar vítimas honestas.

Em 2022, golpes envolvendo o uso do Pix atingiram 424 mil casos em abril e maio de 2022, conforme dados da empresa de segurança Psafe. O número representa um aumento superior a 350% relativo ao bimestre anterior.

A imensa quantidade de pessoas prejudicadas por crimes desse tipo é demonstrativa da vulnerabilidade e da ignorância de práticas simples de segurança digital. Para evitar esse tipo de fraude, o cadastro de chaves e o preenchimento de informações pessoais devem ser feitos exclusivamente em canais oficiais das instituições financeiras dos correntistas.

Os meios usados por criminosos para convencer as vítimas a informar seus dados e transferir quantias estão ao acesso de qualquer pessoa: conversas de WhatsApp, chamadas telefônicas, páginas da internet forjadas.

Medidas práticas para aumentar a segurança digital

Confira a seguir alguns passos para incrementar a proteção de dados diária. Eles valem tanto para computadores convencionais quanto para celulares e tablets.

Utilitários de segurança

Bloqueador de rastreador, antivírus, VPN e o modo de navegação anônima de navegadores de internet são algumas ferramentas úteis para preservar segurança e privacidade online.

bloqueador de rastreadores e o modo de navegação anônima são relevantes para evitar que sites tenham acesso informações sobre sua atividade virtual. Empresas e serviços digitais dependem de detalhes cada vez mais atualizados e precisos dela para aprimorar seus serviços, o que nem sempre é bom para os cidadãos.

O antivírus é uma peça fundamental para localizar e eliminar programas maliciosos em computadores e celulares. Já a VPN, ou rede privada virtual, permite uma navegação segura isolada da internet pública, o que aumenta tanto a proteção quanto a privacidade virtual.

Atenção a e-mails de instituições financeiras

Comunicações urgentes feitas pelo banco nunca podem ser descartadas como assuntos de pouca importância. Cientes da credibilidade e relevância de instituições financeiras em nossa vida, cibercriminosos frequentemente fraudam mensagens bancárias por e-mail para conseguir a atenção e a cooperação de suas vítimas.

No golpe chamado phishing, golpistas “pescam” pessoas incautas, enviando a elas e-mails bastante convincentes com visual e mensagem similares à de uma instituição bancária ou empresa respeitável. Clicar para abrir um link ou para ser redirecionado a partir dessas mensagens pode resultar no vazamento de dados pessoais ou no contágio por vírus.

A primeira medida para não cair nesse tipo de armação é ter consciência de que bancos não enviam mensagens importantes ou pedem confirmação de dados por e-mail. Portanto, não clique na mensagem. Se for necessário conferir algum processo bancário, acesse seu banco diretamente por um canal oficial, e jamais clicando na mensagem.

Outra precaução é sempre conferir o remetente dos e-mails. O modelo da mensagem e o design podem ser idênticos ao banco, mas se o remetente for estranho, o golpe estará desarmado.

Fuja de golpes por SMS e telefonema

Quanto mais tempo se conversa com um golpista, maior é a chance de se expor ao risco. Por isso, a atitude vigilante e intransigente que previne o phishing, mencionada no item acima, deve ser adaptada também às mensagens SMS e telefonemas.

Nunca clique em links de mensagens SMS não solicitadas ou de números desconhecidos. Jamais confirme dados pessoais ou bancários por telefone, ainda que seu interlocutor afirme ser de uma empresa conhecida ou alguém ligado a pessoa de confiança.