Equipe do IFMS é premiada em Feira nacional — Divulgação
O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) conquistou prêmios na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) 2025 com três projetos. O mais premiado foi o intitulado 'Testes psicometricamente validados de química utilizando inteligência artificial e learnersourcing', desenvolvido por estudantes do Campus Nova Andradina.
O trabalho conquistou o 3° lugar na categoria Ciências Exatas e da Terra. Além disso, foi escolhido o melhor de Mato Grosso do Sul, recebendo o prêmio 'Destaque Unidade da Federação'.
A pesquisa propôs o uso de inteligência artificial generativa para criar questões de química, empregando a técnica de learnersourcing, na qual os próprios estudantes validam o conteúdo gerado. O professor Rodrigo Duran, orientador do projeto, explica que essa abordagem alia tecnologia e participação ativa dos alunos para garantir qualidade nas questões.
“A grande inovação deste projeto foi empregar uma metodologia robusta para lidar com a IA Generativa. Nós não apenas definimos uma série de parâmetros desejáveis em um prompt, utilizando técnicas de engenharia de prompt, como validamos de forma robusta com professores a criação de conteúdo. Mas, principalmente, nós colocamos o ‘humano no centro’ ao usar os próprios alunos para validar as questões, utilizando o learnersourcing”, destacou Duran.
Segundo ele, o modelo beneficia estudantes, na prática dos exercícios de química em grande quantidade e com qualidade, e professores, que podem validar as questões aplicadas em sala de aula.
Reconhecimento
O projeto foi desenvolvido pelas estudantes Heloisa Satira Rios do Santos, Rebeca Soares Nascimento, ambas de 17 anos, e Julye Roberta de Abreu Aguiar, de 18 anos, do curso técnico em Informática do IFMS.
“Tivemos a oportunidade de apresentar para um público diverso, incluindo alunos, professores e pesquisadores de várias áreas. Além disso, conhecemos muitos trabalhos legais e inovadores, e aprendemos um pouco com cada um deles”, relatou Julye sobre a experiência na Febrace 2025.
Ela também ressaltou o apoio recebido do IFMS e dos parceiros ao longo do desenvolvimento do projeto. As estudantes participaram da pesquisa como bolsistas da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de MS (Fundect) no Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (PICTEC), ao longo de quase um ano.
“Como fazemos parte dessa comunidade científica, o ato de pesquisar e fazer ciência é sempre muito bem visto e apoiado pelos diversos setores do IFMS, além de professores, técnicos e alunos”.
O futuro do projeto
"Agora que a técnica foi comprovada, ambicionamos expandir nosso método para outras áreas do conhecimento, como a Física, a Medicina e a Programação. Além disso, esperamos transformar nosso produto em uma startup, de modo a sermos possíveis COO’s [Chief Operating Officer], que significa diretor de operações em português, de uma empresa que produz testes únicos, exclusivos e de qualidade", revelou a estudante Heloísa.