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Marçal participa da Assembléia Geral da ONU, em Nova Iorque

09 de dezembro 2010 - 12h42 Por Redação Douranews, com Assessoria
Marçal participa da Assembléia Geral da ONU, em Nova Iorque

Deputado participou de discussões sobre mar territorial, Direito Penal Internacional e Conselho de Segurança

O deputado federal Marçal Filho (PMDB) concedeu entrevista ao vivo ontem, direto de Nova York, à 94 FM, onde falou sobre os debates que estão sendo travados na 65a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Marçal é o único integrante da bancada federal de Mato Grosso do Sul a compor a missão oficial da Câmara Federal e está acompanhado pelos deputados Átila Lins, Alexandre Santos, Efraim Filho, Pedro Valadares e Paulo Pimenta. Eles atuam como observadores nos debates que estão sendo travados durante toda esta semana em busca de soluções para os principais problemas globais.

"Já participamos das conferências que abordaram temas como o Direito do Mar, que é a ocupação do mar territorial pelos países membros da ONU e o direito a sua exploração", explicou Marçal Filho. "No Brasil, por exemplo, temos o pré-sal e o assunto é relevante para o nosso país, sobretudo neste momento em que a Petrobras descobre novas reservas de petróleo na camada pré-sal", concluiu o deputado.

A missão oficial também participou da conferência sobre Direito Penal Internacional. "Participamos da reunião de embaixadores da ONU sobre o Tribunal Penal Internacional (TPI), que julga governantes sobre crimes contra a humanidade", enfatizou. "Esse também foi um tema importante já que o Brasil é signatário do TPI e nossa legislação precisa estar adequada às leis que formam o Tribunal Penal Internacional", explicou.

Outro debate que contou com a observação da missão oficial da Câmara dos Deputados foi o que envolveu Brasil, Alemanha, Índia e Japão para discutir o interesse do governo brasileiro por uma vaga no Conselho de Segurança da ONU. "Tudo que é decidido na ONU são apenas recomendações, resoluções e não tem poder de lei nos países, agora o que o Conselho de Segurança da ONU decide acaba prevalecendo e o Brasil tem apoio desses e de outros países na luta para conseguir um assento no Conselho", argumentou Marçal Filho.

O deputado explicou que durante a conferência houve também a discussão para a criação de um grupo dentro da ONU para tratar de assuntos relacionados as mulheres. "A ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, agora preside essa comissão de mulheres na ONU e tratará de assuntos como crimes contra a mulher, além de julgar casos como o da iraniana que foi condenada a morte por apedrejamento sob acusação de adultério em seu país", exemplificou o deputado. "Nesta comissão, o Brasil é representado pela embaixadora Maria Luiza Ribeiro Lopes, e nos reunimos com ela e também com a embaixadora brasileira Regina Maria Cordeiro, para discutir o que a Câmara dos Deputados pode fazer nesta área", revelou.

Marçal Filho disse ainda, durante a entrevista ao vivo, que teve a oportunidade de acompanhar uma brasileira até um hospital público de Nova York e como nas unidades saúde dos EUA não existe um serviço como o Sistema Único de Saúde (SUS), do governo federal brasileiro, quem paga a conta são os Estados e municípios norte-americanos. "Aqui nos Estados Unidos cada cidade cuida da sua saúde pública, tanto que aqui em Nova York é a prefeitura daqui qualquer pessoa que chega nesse hospital é atendido, não precisa ter comprovante de residência, encaminhamento, atestado ou conta de água, basta que a pessoa esteja com a carteira de identidade em mãos", contou Marçal Filho.

Ele revelou que a paciente brasileira foi até o Hospital Metropolitano de Nova York e foi prontamente atendida, passou por uma cirurgia sem sofrer com a burocracia existente no Brasil. "Como existem algumas cidades aqui nos EUA que não têm condições de bancar os custos com a saúde publico, o governo federal está tentando criar um tipo SUS como no Brasil", enfatizou. "O importante é que não importa a nacionalidade, a pessoa é imediatamente atendida", finalizou.