“Os acampados não tinha conhecimento que a negociação do Complexo Paquetá, que engloba a Fazenda Dom Arlindo, de Naviraí, e as fazendas Paquetá e Cedro, em Ponta Porã, foi interrompida porque os proprietários não aceitaram as condições que foram propostas”, disse Bentinho ao Douranews, acrescentando ainda que “em relação às cestas básicas, a distribuição está suspensa pela Justiça, fato que aconteceu quando da Operação Tellus”.
Ele explicou ainda que “um novo cadastramento estará sendo iniciado no próximo dia 9 de março, e aí então será regularizada a distribuição de cestas, conforme está sendo determinado pela decisão judicial. Só será beneficiado quem realmente for acampado e não aqueles que só aparecem no período da entrega”, comentou o chefe da unidade, lembrando ainda que “a distribuição das cestas eram feitas em períodos de quatro meses; a última aconteceu em novembro e assim, ainda estaria no prazo, se não tivesse sido suspensa, pois a próxima entrega deveria acontecer no mês que vem”, completou.
Ao final, Bentinho reafirmou que foi firmado um compromisso de ser mantido contato entre os acampados e o Incra antes de qualquer atitude ser tomada. “Eles nem tinham um telefone de contato com o Incra de Dourados. Agora, como muitos já me conhecem, demonstraram estar mais tranqüilos e se comprometeram a estarem conversando conosco antes de qualquer ação”, finalizou.