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Bill Clinton prevê catástrofes naturais pela emissão de gases

29 de março 2011 - 11h45 Por Redação Douranews, com EFE
Bill Clinton prevê catástrofes naturais pela emissão de gases

O ex-presidente norte-americano Bill Clinton previu no sábado (26/03), durante o Fórum Mundial de Sustentabilidade na Amazônia, que o mundo sofrerá conseqüências climáticas "catastróficas" antes de 2050 se não assumir o desafio de lutar por uma sociedade sustentável que reduza as emissões de gases poluentes. "É preciso mudar a forma de gerar e consumir energia. Isso dá independência e liberdade, sobretudo em uma etapa de crise econômica", disse Clinton em uma conferência realizada em Manaus.

O ex-presidente apontou que o Brasil deve assumir a liderança do desenvolvimento sustentável e o comando na geração de energia limpa. O objetivo é diminuir as conseqüências das mudanças climáticas e dos riscos do efeito estufa."O mundo precisa de vocês para enfrentar este projeto. Pensem nisso", pediu Clinton em um auditório lotado de políticos, empresários e ecologistas.

Em sua luta por atenuar as emissões de gases poluentes, o ex-presidente adiantou que a fundação que preside, denominada Clinton Iniciative, colabora na substituição de 84 mil lâmpadas de semáforos do Rio de Janeiro por outras que, segundo assegurou, duram 10 vezes mais e poluem menos.

O ecologista Fabio Feldmann também participou do fórum e sustentou a idéia de que é necessário fixar uma "agenda do século XXI" que garanta uma "transição para um desenvolvimento mais sustentável" baseada em uma economia de "baixa intensidade de carbono".

Feldmann, que foi secretário do Meio Ambiente de São Paulo, se mostrou preocupado com o futuro das próximas gerações e alertou sobre um eventual "pacto diabólico" assinado, segundo disse, entre China e Estados Unidos para não diminuir as emissões de gases poluentes.

O ecologista apostou na criação de um " laboratório de sustentabilidade" na Mata Atlântica brasileira e advertiu sobre as "nefastas" conseqüências que suporia a construção de uma terceira usina nuclear no Brasil. "A única usina nuclear segura é aquela que não existe", disse Feldmann em alusão à crise na usina nuclear de Fukushima, no Japão, após o terremoto e tsunami do dia 11 de março.

Entre as conclusões do Fórum de Sustentabilidade, que teve início na última quinta-feira (24/03), destaca-se a crítica do cientista brasileiro Newton Figueiredo aos países-membros da Organização para o Comércio e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) por gerar "mais do duplo de gases poluentes" que o resto do mundo. "Falta vontade política e é necessário incorporar uma estratégia global e conjunta para diminuir os efeitos do dióxido de carbono que se envia à atmosfera", disse Figueiredo.