Brunetto era líder do MST – Movimento dos Sem Terra – em Mato Grosso do Sul e morreu ontem a tarde, vítima de acidente de carro ocorrido na rodovia MS 164. Esta rodovia liga o município de Maracaju ao de Ponta Porã, na fronteira do Brasil com o Paraguai. Brunetto viajava para o assentamento Itamaraty, onde teria, a noite, uma reunião com os assentados.
Em 1998, lembrou Tetila, perdemos Geraldo Garcia e, em 1999, Dorcelina Folador, outras duas lideranças oriundas do MST.
Garcia morreu igualmente em consequência de acidente de carro – Dorcelina, assassinada. “E eu tinha e também considerava os dois como meus irmãos”, acrescentou o deputado, visivelmente emocionado.
Tem razão, disse Tetila, esse painel feito pelo MST em homenagem a Egídio Brunetto cuja frase diz: “A felicidade se encontra na arte da doação”. E acrescentou: “Egídio, Dorcelina e Geraldo foram três pessoas que empregaram até a energia de suas almas em favor do próximo, dos menos favorecidos”.
Pela manhã, na Assembleia Legislativa, o deputado Laerte Tetila já havia feito pronunciamento a respeito da morte do líder dos sem terra no estado. “O Brasil perdeu um grande homem, senhores”, havia dito.
O corpo de Egídio Brunetto seguiu, às 14 horas de hoje, para Dionísio Cerqueira, cidade catarinense, onde será sepultado na tarde desta quarta-feira, dia 30 de dezembro.