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Fetems lembra dia de combate ao trabalho escravo nesta segunda

28 de janeiro 2013 - 14h10 Por Redação Douranews
Fetems lembra dia de combate ao trabalho escravo nesta segunda

A Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) e os 72 sindicatos afiliados à entidade lembram, nesta segunda-feira (28), que há nove anos, três auditores fiscais de trabalho e um motorista do Ministério do Trabalho foram assassinados durante uma fiscalização em fazendas da cidade mineira de Unaí, distante 160 quilômetros de Brasília. Até hoje, a Justiça não conseguiu concluir o processo.

Esses, segundo a entidade, se somam a milhares de trabalhadores brasileiros que lutam pela erradicação do trabalho escravo.O caso motivou as autoridades a instituírem a data de 28 de janeiro como o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Várias manifestações populares vêm sendo realizadas neste dia ao longo dos últimos anos, organizadas pela população e, principalmente, por profissionais que atuam direta ou indiretamente no combate a este tipo de condição ilegal de trabalho.

A Fetems observa que Mato Grosso do Sul já esteve por várias vezes no cenário nacional por causa desse assunto. São diversos casos como na região de Três Lagoas, onde uma usina de açúcar e álcool foi condenada a pagar R$ 5 milhões numa ação realizada pelo Ministério do Trabalho. No local, a fiscalização presenciou trabalho infantil indígena. “Nesse caso a empresa foi punida, mas existem vários outros como o trabalho escravo nas carvoarias, nas grandes multinacionais, entre outros que ainda estão em processo de investigação”, cita.

“Em um país democrático de direito, que possui uma Constituição que defende a liberdade e o trabalho digno, não podemos admitir que ainda existam situações como essa e com certeza todos os movimentos sociais possuem o compromisso histórico com a construção do socialismo e de uma sociedade sem explorados nem exploradores, com respeito à dignidade da pessoa humana, onde sejam respeitados e garantidos os direitos sociais para toda a população”, diz o comunicado da entidade.

No Brasil, somente em 2012 cerca de 2400 trabalhadores foram libertados em condições análogas à escravidão segundo relatório da Fiscalização do Trabalho. “Nesse dia e em todos os outros exigimos do poder público e dos órgãos de segurança mais rigor nas fiscalizações e na punição das pessoas que ainda exploram o ser humano na busca incansável pelo capital. Também somamos a entidades como a CUT (Central Única dos Trabalhadores) na luta pela aprovação imediata da PEC 57-A que trata sobre a erradicação do Trabalho Escravo”, conclui.