O diretor-geral do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), Sérgio Dâmaso, defendeu ontem (4), em Campo Grande, a elaboração de um mapa geológico do Estado para discutir os principais pontos do Novo Marco Regulatório da Mineração e seus efeitos em Mato Grosso do Sul, visando alavancar os investimentos no setor. “Com esse levantamento, o Governo do Estado poderá disponibilizar uma ferramenta que atrairá inúmeros investidores internacionais. O que não faltam são empresários interessados em explorar as nossas riquezas minerais”, garantiu.
Segundo Sérgio Dâmaso, Mato Grosso do Sul não conhece o potencial mineral que tem em seu subsolo e, por isso, é preciso investir mais no setor em nível estadual. “Se o futuro governador do Estado implantar uma companhia para cuidar do setor mineral e realizar o mapeamento geológico vai trazer muitos recursos para a economia estadual”, reforçou, sugerindo ainda a implantação de um curso de Engenharia de Minas.
“Imagina as riquezas que serão descobertas no subsolo do Estado?”, questionou, completando que hoje Mato Grosso do Sul é o 6º em arrecadação de CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais), apesar de estar apenas arranhando no setor.
O vice-presidente regional da Fiems para a região norte, Luiz Cláudio Sabedotti Fornari, ressaltou a importância de discutir o Novo Marco Regulatório da Mineração que vai modernizar um Código de Mineração em vigor há 47 anos. “Hoje, a modernização se faz necessária em todas as áreas. A evolução tem de ser constante nas empresas para não se fechar as portas e isso também precisa acontecer na parte da legislação em vigor no País”, pontuou.