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Agronegócio

MS reconquista condição para comércio regular de bovinos da antiga ZAV

22 março 2011 - 11h39Por Redação Douranews, com Notícias MS
O governo do Estado garantiu junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a edição de uma norma que permite a retomada da comercialização regular de bovinos oriundos dos municípios de fronteira que compunham a Zona de Alta Vigilância (ZAV). Uma instrução normativa deve ser publicada nesta terça-feira (22) pelo Ministério.

A medida beneficia diretamente produtores de 13 municípios que ficaram por muito tempo com restrições na venda dos animais, em função das exigências diferenciadas aplicadas à antiga ZAV. Em fevereiro, Mato Grosso do Sul conseguiu da Organização Internacional de Epizootias (OIE) o reconhecimento daquela região como área livre de aftosa com vacinação, igualando o status sanitário ao das demais regiões do Estado. A nova norma do Mapa regulamenta essa condição, facilitando toda a operacionalização, tanto para produtores e compradores, quanto para as instituições de controle sanitário.

“A OIE acatou o pedido, analisou as condições e viu que o trabalho na ZAV foi bem feito e que não havia mais risco. Agora, essa resolução do Ministério iguala a condição daquela região às demais, reconhecidas como área livre com vacinação. Com isso, o produtor pode exportar se houver comprador; pode voltar a comercialização regular, sem a necessidade diferenciada de quarentena, porque são zonas de mesmo status”, explica a diretora-presidente da Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), Maria Cristina Carrijo. A regulamentação da comercialização abrange tanto a carne quanto o gado em pé.

Maria Cristina ressalta que a flexibilização não significa redução de cuidados com a sanidade animal nos municípios fronteiriços. “É lógico que é uma região de fronteira e, por isso, os cuidados naturais continuam”, reforça.

A formalização da nova condição da região da antiga ZAV pelo Ministério da Agricultura permitirá à Iagro e a Superintendência Federal de Agricultura (SFA/MS) operacionalizarem a nova forma de trabalho na região, se adequando à nova realidade. De acordo com a presidente da Iagro, após a publicação do documento, equipes dos dois órgãos vão se reunir para traçar as diretrizes de trabalho frente a essa condição de benefício proporcionada pela decisão da OIE e agora normatizada pelo Mapa.  Depois dessas definições, deverá ser feito um amplo trabalho de divulgação junto aos produtores, sindicatos rurais e demais organizações da cadeia produtiva.

Membro da bancada estadual no Congresso Nacional, o senador Waldemir Moka confirmou que o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, assinou nesta segunda-feira a instrução normativa que libera a Zona de Alta Vigilância Sanitária em Mato Grosso do Sul para a exportação de carne bovina.

Defesa sanitária

Mesmo com a extrema preocupação no controle das doenças do gado, em outubro de 2005, o Estado foi surpreendido pela ocorrência de focos de febre aftosa nos municípios fronteiriços de Eldorado, Mundo Novo e Japorã. Naquela ocasião 1.268 propriedades foram interditadas e 34.332 animais acabaram sacrificados, trazendo transtornos e prejuízos incalculáveis aos produtores da região e do Estado, não só pelas medidas sanitárias executadas, como pelas restrições comerciais e desaceleração econômica instalada.

Já no atual governo, seguiu-se uma série de procedimentos técnicos - por determinação do Ministério da Agricultura (Mapa) - com objetivo de baixar a carga viral circulante e instalar um processo de gestão sanitária na fronteira.

Em 7 de novembro de 2007 Mato Grosso do Sul retomou, junto ao Ministério da Agricultura, o status de área livre de febre aftosa com vacinação. Contudo, seguindo recomendação da OIE, o Estado criou em janeiro daquele ano uma Zona de Alta Vigilância, abrangendo uma extensa área entre o Paraguai e o Brasil (faixa de aproximadamente 15km x 700 km).

O reconhecimento internacional dado a Mato Grosso do Sul aconteceu em 29 de julho de 2008, contudo, os 13 municípios reunidos pela ZAV mantiveram-se isolados até fevereiro de 2011, quando foram reconhecidos como livre de febre aftosa com vacinação.