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Como explicar a distribuição dos recursos do generoso Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido pela alcunha de FEFC, que só nas eleições de 2022 prevê contemplar candidatos às eleições gerais com o rateio de R$ 4,9 bilhões?
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A pergunta leva em conta anotação do portal do TSE, o Tribunal Superior Eleitoral, sob a destinação DivulgaCand, que traduz a participação de candidatos pelo sistema oficial de divulgação das candidaturas envolvidas na disputa.
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Por exemplo, o candidato à reeleição pelo PT, deputado Vander Loubet, foi aquinhoado com R$ 1,5 milhão pela Direção Nacional, enquanto ao candidato ao primeiro mandato, o vereador douradense Elias Ishy, coube R$ 65 mil.
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Resolução nacional da legenda diz que “todas as candidaturas majoritárias e proporcionais do Partido dos Trabalhadores, de acordo com as prioridades e estratégias estabelecidas pela Comissão Executiva Nacional ou Diretório Nacional, receberão recursos”.
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Ah tá, então tá explicado: O novato, porém, considerado combativo e perseverante Ishy, ainda não se enquadra na lista das “prioridades e estratégias”. Essa deferência ainda pertence a Loubet, o pretendente ao quarto mandato, cuja ocupação aparece no portal do TSE como ‘deputado’.
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Também existe outro complemento, ainda que um pouco imoral (?), a favorecer Vander Loubet: a ‘ajuda’ de R$ 150 mil (duas vezes mais que tudo o que chegou para Elias Ishy) do empresário Antônio Celso Cortez, o Toninho Cortez, dono da PSG Tecnologia Aplicada. Detalhe: ele é réu por corrupção e está com os bens bloqueados na Operação Lama Asfáltica.