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Oco, Contar viveu ascensão e queda

31 de outubro 2022 - 10h14 Por Redação Douranews
Oco, Contar viveu ascensão e queda douranews loguinho

Um candidato oco. Resultado da ‘mentira’ eleitoral criada pelas redes sociais, o deputado Renan Contar, que se apossou do título de capitão, mesmo “encostado” do Exército há mais de uma década, viveu, no final de semana, o epílogo de uma carreira que ele próprio julgava meteórica. E foi. Do jeito que subiu, desceu.

Eleito em 2018, na ‘onda Bolsonaro’, onde surfou exatos 78.390 votos para deputado estadual, o que rendeu-lhe a fama de um dos mais votados do Brasil, proporcionalmente, às Assembleias Legislativas das unidades da federação, Contar viu desmoronar o ‘castelo de areia’ que construiu no mandato. Caiu pelo vazio. E agora manda dizer, pelos porta-vozes remunerados de plantão, que foi traído pelo Jair.

Sem ação, se dizia o ‘capitão anti-corrupção’, apesar de alguns rastros expostos durante a campanha de governador que andou deixando pelas ‘areias’ do Estado, e sem dizer como faria para pavimentar os trechos esburacados pelos quais nada fez para impedir no exercício parlamentar, Renan Contar passa a ser apenas mais um no painel da história política de Mato Grosso do Sul.

Pior, ainda comprometeu biografias de personalidades que deixaram um legado no Estado, como o ex-governador por duas vezes André Puccinelli, o próprio vice também por duas vezes no Estado, Murilo Zauith, sem falar de figuras ascendentes – e que já começam pisando no lodo – como o mais votado federal Marcos Polon e o caroneiro Rodolfo Nogueira, que embarcaram na canoa do ‘capitão aposentado’ e agora terão que entrar no final da fila. Nessa onda, também foram pro fim da fila alguns ‘derrotados’ não menos ilustres, como o vice-prefeito de Dourados, Guto Moreira, e seguidores desavisados.

Agora, é repensar Mato Grosso do Sul sob a ótica dos diferentes que podem colher resultados iguais. A volta de Lula, com o ex-ilustre tucano Geraldo Alckmin a tiracolo ao comando da Nação e a chegada de Eduardo Riedel, superando o estigma de que pra chegar ao Governo teria que começar ‘de baixo’, carregado pelo municipalismo consolidado de Reinaldo Azambuja, de braços dados com o expoente eleitoral do interior materializado nas ações do líder dessa fatia, o deputado Barbosinha, sinalizam que o eleitor continua sendo sábio. Isso se chama democracia.