Ocorrência de ameaças foi registrada na delegacia de Ponta Porã — Antonio Coca
O coordenador da campanha do ex-prefeito de Ponta Porã e atual candidato a deputado estadual Hélio Peluffo, professor Victor Manoel Fernandes Almada, de 57 anos, procurou a Polícia Civil após receber mensagens, áudios e ligações de um número com código internacional do Paraguai. Ele registrou uma sequência de ameaças e intimidações recebidas pelo WhatsApp. O caso foi formalizado nesta segunda-feira (21) na Delegacia Regional de Polícia de Ponta Porã.
De acordo com o boletim de ocorrência, o professor Victor Manoel passou a receber mensagens de texto, áudios e ligações telefônicas insistentes a partir de um número com código internacional do Paraguai. O usuário da linha não estava identificado na agenda de contatos da vítima. Segundo o relato apresentado à polícia, os contatos começaram aproximadamente na sexta-feira anterior ao registro. Além das ligações não atendidas, o interlocutor teria enviado mensagens com conteúdo interpretado como ameaçador e relacionado à atuação política de Almada.
Em uma das mensagens, após uma conversa sobre personagens e propaganda política, o autor teria escrito: “vc nem sonha com quem ta falando” e, na sequência, “hora q vc sonhar vai ver só”. Em outro momento, a ameaça teria sido ainda mais explícita: “vai ver só o que vou fazer com vc pra larga a mão de ser idiota”.
Almada informou exercer participação ativa em atividades políticas e confirmou que atualmente auxilia a campanha eleitoral de Hélio Peluffo. Segundo ele, o conteúdo das mensagens fazia referências diretas à política e trazia advertências para que “pegasse leve” em sua atuação. O interlocutor teria afirmado que, caso contrário, ele sofreria “represália”.
Apesar das ameaças, a vítima declarou não saber quem está por trás das mensagens nem ter segurança de que o autor pertença a alguma organização criminosa. O único elemento identificado até o momento é que os contatos partiram, aparentemente, de uma linha telefônica com código internacional do Paraguai.
O professor também relatou à Polícia Civil que já havia sido alvo de grave intimidação durante uma campanha eleitoral anterior, quando indivíduos armados teriam feito ameaças. Por esse motivo, decidiu não ignorar os novos episódios e formalizar a denúncia.
A ocorrência foi registrada, em tese, como possível prática do crime de ameaça, previsto no artigo 147 do Código Penal. O autor ainda não foi identificado. A polícia recebeu capturas de tela das conversas, registros das ligações e arquivos de áudio, que deverão ser preservados e analisados durante a investigação.