O Ministério Público Estadual aprovou hoje, em reunião do colegiado, o pedido de intervenção no município de Dourados e encaminhou ainda ao Tribunal de Justiça do Estado o pedido de prisão preventiva do prefeito Ari Artuzi, que foi preso na terça-feira (1 de setembro) juntamente com o vice-prefeito Carlinhos Cantor, quatro secretários, nove vereadores e um grupo de empresários e servidores públicos acusados de envolvimento no esquema de distribuição de propina e desvio do dinheiro público.
O pedido de prisão preventiva já está nas mãos do desembargador Manoel Mendes Carli que deve decidir ainda hoje sobre as medidas requeridas. Após isso, será submetido ao presidente em exercício do TJ/MS, desembargador João Batista Costa Marques. O procurador-geral do MPE, Paulo Alberto de Oliveira, justifica a solicitação pela gravidade das denúncias levantadas durante investigação da Polícia Federal como parte da operação “Uragano” (furacão, em italiano), desencadeada em Dourados.
A intervenção só não foi decidida ainda porque os desembargadores aguardam o desfecho de um processo que julga o não pagamento de uma carta precatória por parte do Município contra uma credora; até agora seis votos já foram dados favoravelmente ao pedido de intervenção. O próprio Manoel Carli disse ao Douranews que a decisão será rápida "porque a cidade não pode ficar acéfala".