Para a arquiteta exista a possibilidade de dilatação do prazo, lembrando que o longo período de chuvas prejudicou diversos empresários que esperavam cumprir a determinação dentro do prazo previsto, que se encerra hoje (10).
Ana Rose disse também que a Semsur está tentando agendar a reunião com o promotor substituto, porém, é provável que seja aguardada a volta do titular.
Área Central
A primeira fase da implantação do piso tátil prevê a colocação das “novas calçadas” no quadrilátero compreendido entre as ruas Oliveira Marques e Joaquim Teixeira Alves, e da Rua Floriano Peixoto até a Rua Edilberto Celestino de Oliveira. A segunda fase terá a ampliação das implantações da Rua Oliveira Marques até a Rua Monte Alegre, e da Joaquim Teixeira Alves até a Rua Cuiabá. No sentido transversal a ampliação será feita da Rua Floriano Peixoto até a Rua Aniz Rasslem e da Rua Edilberto Celestino de Oliveira até a Rua Aquidauana.
Notificações
Pelo menos até que aconteça a reunião entre a Semsur e a Promotoria não serão expedidas notificações para aqueles que não cumpriram a determinação. Ana Rose afirmou que “enquanto não tivermos essa reunião como o promotor não estaremos expedindo qualquer notificação, haja vista a possibilidade da dilatação do prazo”.
Ela explicou ainda que em relação a algumas denúncias e reclamações que dão conta que prédios de órgãos públicos, como o Fórum, entre outros locais de empresas privadas, existem equívocos. “O Fórum está fora desta primeira fase, mas entrará na segunda fase de implantação”, esclarecendo ainda que “durante as obras de construção do novo anexo do órgão estivemos visitando os responsáveis e avisando sobre a necessidade de colocação do piso especial”, mas acrescentou que “eles nos comunicaram, inclusive por ofício, que temos em mãos, que por questões burocráticas, já que na obra pública seria necessária uma licitação para a implantação do piso tátil, não estava sendo atendida, de imediato, a exigência”, disse.
Segundo a arquiteta, o Fórum já está licitando a colocação do piso, que deverá ser exigido nessa segunda fase do acordo com a promotoria. Ela ressalta que “não se pode cobrar essas ações daqueles que ainda não estão dentro do plano de execução, mas assim que houver a notificação para a execução da calçada nova ela terá que ser cumprida”, completou.
Opinião Pública
A obrigação da colocação do piso tátil vem gerando opiniões diversas. Algumas pessoas, como o empresário José Roberto, o “Beto” da Pão & Companhia, dizem que deveria haver uma fiscalização maior na questão da padronização e colocação dos pisos. “Enquanto eu me preocupo em fazer uma calçada dentro das determinações, cuidando para que os reais usuários possam transitar em segurança, existem pessoas fazendo a calçada de qualquer jeito, até mantendo desníveis, o que poderá causar acidentes envolvendo aqueles que mais precisam deste benefício”, aponta Beto.
O aposentado José da Silva, 68 anos, que reside no Parque das Nações II, “a calçada padronizada é uma boa iniciativa, porque principalmente para nós, idosos, que temos que andar com cuidado, acabar com os desníveis e outros obstáculos, vai nos ajudar bastante e nos dar mais segurança”, diz ele.