O fim do atendimento no Hospital Evangélico para os usuários dos planos de saúde oferecidos pela Cassems (Caixa de Assistência aos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul) será discutido hoje (26) a partir das 17 horas no Clube Nipônico de Dourados.
A equipe médica do Evangélico fixou o prazo máximo até o dia 5 de maio para que a Caixa de Assistência promova a revisão dos valores pagos ao hospital e informou que, após essa data, caso não haja um entendimento, vai deixar de atender os servidores públicos pela Cassems.
Informações divulgadas pela diretoria do Sindicato dos Professores, onde se concentra a maior parte dos beneficiários desse convênio, dão conta de que o Evangélico estaria pleiteando um aumento perto de 300% dos valores que estão em vigor hoje, o que estaria motivando a suspensão do contrato.
Defasagem
O diretor do Hospital Evangélico, Maurício Peralta, disse ao Douranews que a instituição pleiteia sim um reajuste de valores, “mas não nesses níveis que estão sendo colocados; queremos nos equiparar aos outros hospitais que prestam atendimento pela Cassems, pelo menos”, disse o diretor.
Peralta lembra, ainda que o HE é o único que realiza procedimentos de alta complexidade na região do Conesul do Estado e que, por isso mesmo, deveria receber melhor tratamento. “Os valores já estão bastante defasados”, reitera ele. Os usuários reclamam que se o contrato for suspenso, muita gente terá que se deslocar Campo Grande ou outros centros em busca de atendimento.