Conversando com o Douranews, a soldado Laura explicou que o “Cavalgando para o Futuro” “existe há dez anos aqui na cidade de Dourados. Nós atendemos adolescentes entre 11 e 15 anos, sempre no período vespertino”, esclarecendo ainda que o aluno precisa também “estar matriculado na rede de ensino, no período da manhã”, atendendo uma das exigências. No projeto, os menores aprendem a respeitar a hierarquia, a disciplina militar, manejo com cavalos e montaria, além de receberem reforço escolar, entre outras atividades.
Na Expoagro, disse Laura, os alunos estão aprendendo um pouco da prática policial. Eles não chegam a atender nenhum tipo de ocorrência, mas aprendem como é o trabalho da PM. “Nossos alunos não fazem nenhuma abordagem; aqui eles são apenas observadores”, destacou.
Para a comandante do grupo, os adolescentes que participam do projeto acabam por desperar a paixão pelo militarismo e pelo trabalho que a polícia desenvolve perante a comunidade. Ela conta que “tanto é que eu tenho aluno que já tem cinco anos de projeto e o sonho dele é ser PM. Aí vemos que esse projeto é um incentivo para despertar essa paixão”.
Policial Militar há cinco anos, Laura observa que a comunidade tem reações favoráveis à iniciativa. “O nosso projeto é um trabalho de resgate social, voltado para a comunidade carente. Nosso trabalho estimula os alunos a buscarem boas perspectivas de futuro. Eles aprendem que eles podem conseguir, e que não estão à margem da sociedade. É a motivação que passamos para eles. Aqui eles aprendem muito sobre o conteúdo do ser humano e o que é o companheirismo, por exemplo”.
Comentando sobre a forma que os alunos chegam até o projeto, a soldado explica que há um limite de atendimento, mas aconselha aos jovens que se interessem em participar, que “procurem o projeto para fazer um cadastro e havendo a oportunidade nós vamos estar chamando”, observa.
O cadastro para participar do “Cavalgando para o Futuro” pode ser feito na sede da cavalaria, no Parque Arnulpho Fioravante, de segunda a sexta-feira das 13 às 17 horas. “Os responsáveis podem estar ligando também para nós, quando faremos um pré-cadastro para o aluno. Surgindo a vaga nós entramos em contato”.
Ao final, Laura demonstra sua satisfação em participar de um trabalho que considera importante para o futuro das crianças. “Eu me sinto muito feliz em estar colaborando com esses adolescentes. Ali somos uma família. Ali atendemos meninos e meninas carentes, não só financeiramente, mas carentes de apoio e amizade. Talvez seja o mais importante na formação dos jovens e nós oferecemos isso também para eles”, finaliza.